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Exterior

May afirma que levará à UE a questão sobre fronteira das Irlandas

May tem uma reunião prevista em Bruxelas na tarde desta quarta (20)
Fronteira das Irlandas é o maior ponto de discórdia entre as partes – Foto: Niklas Halle’n/AFP (20/02/2019)

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou no Parlamento em Londres que levará ainda hoje a Bruxelas os questionamentos dos legisladores britânicos sobre o status futuro da fronteira entre as Irlandas. Trata-se do maior ponto de discórdia entre as partes, na busca por um acordo para a saída do país da União Europeia, o Brexit.

May deve viajar à Bélgica e tem uma reunião prevista em Bruxelas às 14h30 (de Brasília) com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. Ela foi questionada pela oposição o que pode buscar de novo, já que a UE tem resistido a renegociar o acordo já fechado. O documento, contudo, tem sido rechaçado por parlamentares britânicos, sobretudo pela questão do status futuro das Irlandas. Segundo a premiê, é preciso haver mudanças com valor legal para esclarecer esse ponto. Ela voltou a dizer, de qualquer modo, que o plebiscito realizado em 2016 foi vencido pela opção pela saída do país do bloco. May tem rechaçado realizar novo voto popular sobre o assunto.

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O líder do oposicionista Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, criticou a postura do governo, que segundo ele prejudica o mercado de trabalho britânico, e citou o anúncio de ontem da Honda de fechar uma fábrica na Inglaterra. May lamentou a decisão da empresa, mas ressaltou que a própria Honda disse que isso não tinha relação com a saída da UE. A primeira-ministra afirmou que as montadoras têm dito a ela que apoiam o acordo do Brexit fechado por seu governo.

As declarações de May no Parlamento ocorrem no mesmo dia em que seu Partido Conservador viu três parlamentares abandonarem a sigla por divergências sobre a condução do Brexit. O trio de deputadas se unirá a outros oito parlamentares que eram do Partido Trabalhista e agora passam a integrar o centrista Grupo Independente. Com a saída, a maioria conservadora do Parlamento ficou ainda mais modesta. (Gabriel Bueno da Costa – Estadão Conteúdo)

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