Exterior

Macron reforça segurança nas fronteiras francesas após atentado em Nice

Segundo o presidente francês, os mecanismos de defesa devem dobrar nas fronteiras do País

 

soldados franceses patrulham a área de Notre Dame após o ataque em Nice, na frança. Crédito da foto: Eric Gaillard / Agência Brasil (30/10/2020)

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira que vai duplicar os dispositivos das forças de segurança destacadas nas fronteiras, para enfrentar a ameaça terrorista e a migração ilegal, entre outros.

De acordo com Macron, a decisão foi tomada “devido à intensificação da ameaça terrorista” após os últimos ataques que atingiram a França, incluindo o perpetrado em Nice na semana passada por um tunisiano que entrou clandestinamente na Europa.

O número de agentes nas fronteiras passará de 2.400 a 4.800, detalhou o presidente francês na passagem de fronteira entre a cidade francesa de Le Perthus e a cidade espanhola de La Junquera, por onde passam diariamente cerca de 35.000 veículos.

Acompanhado do Ministro do Interior, Gérald Darmanin, e do Secretário de Estado responsável pelas Relações Europeias, Clément Beaune, Macron disse ainda ser “a favor” de uma revisão “profunda” das regras que regem o espaço Schengen de circulação na Europa.

“Apelo a uma refundação de Schengen e a um maior controle” nas fronteiras, disse, acrescentando que faria “propostas iniciais para o Conselho Europeu de dezembro”, que reunirá os líderes da UE.

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Emmanuel Macron e o chanceler austríaco Sebastian Kurz, cujo país foi atingido por um ataque na segunda-feira, também planejam uma videoconferência no início da próxima semana para discutir a luta europeia contra o terrorismo.

“Intensificar” a luta contra a imigração clandestina

Para Emmanuel Macron, o espaço Schengen deve “articular melhor” os imperativos de responsabilidade em termos de proteção das fronteiras, mas também de “solidariedade”. No entanto, observou, “o peso” não deve recair “apenas sobre os países de entrada”.

O presidente francês também defendeu a “intensificação” da luta contra a imigração clandestina e as redes de tráfico “que estão cada vez mais ligadas a redes terroristas”.

Vários dos ataques recentes que atingiram a Europa revelam deficiências na cooperação europeia, especialmente no que diz respeito aos serviços de informação.

Além do ataque em Nice, Viena foi atingida esta semana por um ataque de um simpatizante do grupo jihadista Estado Islâmico, que os serviços de inteligência eslovacos haviam denunciado ao governo austríaco, sem que este agisse em conformidade.

Para a França, todos os países europeus são agora alvos potenciais. “A ameaça terrorista é alta e afeta toda a Europa Ocidental”, advertiu o ministro do Interior, Gérald Darmanin.

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Os 27 países da União Europeia tentam reforçar a sua cooperação neste domínio, e mais precisamente no que diz respeito “à posse de armas, ao financiamento do terrorismo, à supressão de conteúdos terroristas na Internet, à informação sobre os passageiros dos voos, os arquivos de Schengen e à troca de informações judiciais com a Europol”, disse o coordenador da inteligência e contra-terrorismo francês Laurent Nunez. (AFP)

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