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Imunidade contra Covid-19 pode ser maior que seis meses, afirma estudo

A memória celular reativa a proteção, em caso de nova exposição ao vírus, apontou a pesquisa
Morador de São Roque com suspeita de coronavírus esteve no norte da Itália
A memória celular é capaz de reativar a proteção contra a Covid-19, mostrou a pesquisa. Crédito da foto: NIAID-RML (26/2/2020)

A imunidade contra a Covid-19 entre os pacientes recuperados pode durar, pelo menos, seis meses, graças à memória celular que permite reativar a proteção em caso de uma nova exposição ao vírus, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira (18).

“Esses resultados sugerem que os indivíduos que se infectaram com o SARS-CoV-2 podem potencialmente desenvolver uma resposta [imunológica] rápida e eficaz em caso de reexposição”, segundo a revista Nature, que publicou o estudo realizado por pesquisadores da Universidade Rockefeller de Nova York.

Eles analisaram 87 pessoas, pouco mais de um mês depois de terem se infectado, e voltaram a analisar após cerca de seis meses. O estudo determinou que o nível de anticorpos produzidos pelo organismo para se defender contra a infecção diminui com o tempo. No entanto, o nível dos linfócitos B se manteve constante.

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Essas células, que fazem parte dos glóbulos brancos, guardam em sua “memória” as infecções passadas, de modo que podem reativar a produção de anticorpos em caso de um novo contágio com o mesmo agente patógeno.

A questão sobre a imunidade tem sido objeto de muitos estudos desde o início da pandemia, há um ano.

No começo de janeiro, outro estudo americano publicado na revista Science concluiu que a maioria dos pacientes pode ficar imunizada durante, pelo menos, oito meses, também devido à memória imunológica. (AFP)

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