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Google reduz pela metade comissão que cobra dos desenvolvedores em sua loja de apps

A empresa de tecnologia norte-americana anunciou que essa comissão passará de 30% para 15% a partir de julho
ANJ quer que Google pague por notícias
Crédito da foto: Fabrice Coffrini / AFP

O Google anunciou nesta terça-feira (16) que vai cortar pela metade a comissão que cobra dos desenvolvedores por oferecer seu conteúdo digital adaptado para o sistema operacional Android em sua loja de aplicativos. A empresa de tecnologia norte-americana anunciou que essa comissão passará de 30% para 15% a partir de julho, mas apenas sobre o primeiro milhão de receitas anuais de um desenvolvedor, segundo publicação de seu vice-presidente de gestão de produtos, Sameer Samat.

O Google e a Apple estão sob pressão há muito tempo para relaxar suas políticas de loja digital nas plataformas móveis convencionais. A Apple anunciou um corte semelhante para pequenas empresas no ano passado.

“Acreditamos que esta é uma abordagem justa que se encaixa na missão mais ampla do Google de ajudar todos os desenvolvedores a ter sucesso”, disse Samat sobre essa redução na loja Google Play.

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A Apple e o Google exigem que os desenvolvedores usem seus sistemas de pagamento para transações em suas lojas online de aplicativos móveis, serviços e produtos digitais e recebem uma mordida de 30% como comissão.

Os gigantes da tecnologia que criaram sistemas operacionais móveis rivais iOS e Android argumentam que a comissão é uma norma da indústria e uma compensação justa por administrar lojas online confiáveis onde os desenvolvedores podem prosperar. No entanto, a comissão que cobram foi muito criticada por desenvolvedores como a Epic Games, criadora do Fortnite, e o serviço de streaming de música Spotify, entre outros, que iniciaram ações judiciais contra essa política em vários países.

Apple e Google também enfrentam resistência crescente de outros gigantes da tecnologia para controlar aplicativos em suas plataformas.

O Facebook e o Spotify alegaram que a Apple age de forma anticompetitiva, impondo regras aos desenvolvedores terceirizados que não se aplicam a si mesma. As reclamações levaram a poderosa autoridade de concorrência da União Europeia a abrir uma série de processos contra a Apple em junho, relacionados à sua App Store e seu serviço de pagamento Apple Pay.

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Vários projetos de lei apresentados em estados dos EUA procuram proibir as grandes lojas de aplicativos de usar um determinado sistema de pagamento para transações. Embora a App Store seja a única porta de entrada para conteúdo digital em dispositivos Apple, os usuários de smartphones ou tablets Android podem baixar aplicativos de outros serviços. (AFP)

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