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Explosão em fábrica de produtos químicos na China deixa 64 mortos

Vinte e oito pessoas permanecem desaparecidas, de acordo com o canal estatal CCTV
Explosão em fábrica de produtos químicos na China deixa 64 mortos
A explosão na fábrica destruiu casas em um raio de vários quilômetros. Crédito da foto: STR/ AFP (23/03/2019)

O balanço da explosão em uma fábrica de produtos químicos na China subiu para 64 mortos, mas as equipes de emergência conseguiram resgatar com vida um homem 40 horas depois do acidente industrial, um dos mais graves na história do país, anunciaram fontes oficiais neste sábado.

Um balanço anterior registrava 47 mortos e 90 feridos em estado grave. Vinte e oito pessoas permanecem desaparecidas, de acordo com o canal estatal CCTV, que citou Cao Lubao, prefeito de Yancheng, a cidade em que fica a fábrica, localizada a 260 km de Xangai. “As identidades das pessoas mortas e desaparecidas estão sendo determinadas a partir de interrogatórios com membros de suas famílias, visitas a residências e exames de DNA”, afirmou o prefeito.

O sobrevivente resgatado dos escombros neste sábado (23) é um homem de 40 anos, informaram as autoridades municipais. Ele foi hospitalizado, mas se estado de saúde não foi divulgado. Quase 600 pessoas receberam atendimento médico após a tragédia.

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A explosão de quinta-feira, com origem indeterminada, destruiu casas em um raio de vários quilômetros. Provocou uma enorme bola de fogo de dezenas de metros de altura e uma espessa coluna de fumaça cinza. O governo chinês formou uma comissão de investigação para determinar a origem da catástrofe. As autoridades locais anunciaram várias detenções, mas não revelaram o número exato.

A empresa Tianjiayi Chemical, proprietária da fábrica, foi fundada em 2007 e tinha 195 funcionários. Fabrica produtos químicos altamente inflamáveis. A empresa já foi acusada por não cumprir as normas ambientais. Em 2015 e 2017, a Tianjiayi Chemical foi condenada a pagar multas por infringir a legislação sobre a gestão de rejeitos sólidos e águas residuais. (AFP)

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