Exterior

EUA prepara vacinação contra Covid-19

As doses serão enviadas em caixas com gelo seco, que devem manter a temperatura a -70 ºC
Caminhões com doses da vacina deixam fábrica da Pfizer. Crédito da foto: AFP.

Os lotes da vacina Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 estavam prontos para sair da fábrica da empresa em Michigan neste domingo (13), para uma campanha de vacinação de milhões de americanos para frear uma pandemia que matou mais de 1,6 milhão de pessoas no planeta.

As doses serão enviadas em caixas com gelo seco, que devem manter a temperatura a -70 ºC, a condição necessária para conservar a vacina. O general Gus Perna, que supervisiona a grande operação logística, comparou o momento ao “Dia D” da Segunda Guerra Mundial, que representou uma mudança no conflito.

“Estou absolutamente seguro, 100%, de que distribuiremos de forma segura esta mercadoria apreciada, esta vacina, necessária para derrotar o inimigo covid”, declarou o militar.

20 milhões de vacinados em um mês

Nos Estados Unidos, as infecções dispararam, com 1,1 milhão de novos casos confirmados nos últimos cinco dias e um balanço que se aproxima de 300.000 vítimas fatais.

Perna indicou que a vacina será enviada a centenas de estabelecimentos, incluindo hospitais e centros especializados, entre segunda-feira e quarta-feira, para a primeira fase da campanha, que prevê a vacinação de quase três milhões de pessoas.

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As autoridades federais da saúde recomendaram que a vacinação comece pelos profissionais da saúde e idoso que moram em casas de repouso, mas decisão final corresponderá aos estados. Estados Unidos pretendem vacinar 20 milhões de pessoas no primeiro mês. O país foi o sexto a aprovar a vacina Pfizer-BioNTech, depois do Reino Unido, Canadá, Bahrein, Arábia Saudita e México.

Enquanto os Estados Unidos se preparam para a vacinação, na Europa a Alemanha anunciou um confinamento parcial entre a próxima quarta-feira e 10 de janeiro, com o fechamento de estabelecimentos comerciais não essenciais e escolas.

Europa

“Somos obrigados a agir e agimos agora”, declarou a chanceler Angela Merkel, que citou o “número elevado de falecimentos” e o “crescimento exponencial” das infecções de covid-19.

A Alemanha registrou na quinta-feira 598 mortes provocadas pelo novo coronavírus, um recorde diário desde o início da pandemia. A Itália, com 64.036 mortes registradas, superou o Reino Unido (64.026) como o país mais afetado pela pandemia no continente.

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“Estou preocupado com as duas semanas de férias de Natal. Vamos enfrentar uma pandemia dramática… a batalha ainda não foi vencida”, advertiu o ministro italiano da Saúde, Roberto Speranza.

Em todo o planeta, a pandemia provocou mais de 1,6 milhão de mortes desde que o escritório da Organização Mundial da Saúde (OMS) na China registrou o início da doença no fim de dezembro de 2019, segundo um balanço da AFP com base nos números oficiais dos países. (AFP)

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