Brasil Exterior

Diplomata americano conversa com Araújo

Diplomata americano conversa com Araújo
O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken. Crédito da foto: Chandan Khanna / AFP (24/4/2020)

O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, conversou ontem (11) com o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, em um telefonema no qual reafirmou a “importância de uma colaboração produtiva entre os dois países”.

O Departamento de Estado americano informou em um comunicado que os dois altos diplomatas expressaram seu “compromisso para lutar contra a pandemia de Covid-19 e as mudanças climáticas e a crescente cooperação regional, o apoio à preservação ambiental e a promoção dos direitos humanos.”

Desde sua campanha à Presidência em setembro do ano passado, o presidente democrata, Joe Biden, estabeleceu como prioridade a luta contra o desmatamento da Amazônia, no âmbito de sua agenda para combater as mudanças climáticas.

Naquele momento, Biden prometeu que, se vencesse, reuniria 20 bilhões de dólares de vários países para entregar ao Brasil em troca de que parasse de desmatar e advertiu para “consequências econômicas significativas” se não o fizesse.

As declarações não foram bem recebidas em Brasília pelo presidente Jair Bolsonaro, um aliado próximo do antecessor de Biden, o republicano Donald Trump. Bolsonaro qualificou a declaração como “desastrosa e gratuita” e afirmou na ocasião que poria em risco a “convivência cordial” entre os dois países.

Leia mais  Tragédia de Mariana: MP de Minas Gerais rejeita contas de fundação

Em uma série de tuítes, Araújo destacou ontem que teve uma conversa “longa e produtiva” com o colega americano. “Encontramos convergência de visões sobre a centralidade da democracia e grande empenho em trabalhar juntos nas questões do comércio, do clima e promoção dos direitos humanos”, destacou o chanceler.

“(Os) EUA seguem sendo parceiro-chave na transformação do Brasil em torno da liberdade econômica e política”, acrescentou Araújo. Bolsonaro foi o último chefe de Estado do G20 a cumprimentar Biden, em 15 de janeiro, cinco dias antes de o americano ser empossado presidente. (AFP)

Comentários