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Esporte

Tetracampeã brasileira de bicicross diz que sempre sonhou com o ciclismo

Ciclista desde os sete anos, Priscilla Stevaux é a número um do Brasil
Sonho leva longe
Próximo desafio de Priscilla é o Mundial UCI BMX, na Bélgica. Crédito da foto: Emidio Marques

“É a minha vida. Desde os sete anos eu corro. A bike é uma parte do meu próprio corpo”, diz Priscilla Stevaux sobre sua relação com a bicicleta, que vai além da conexão entre atleta e o seu instrumento de trabalho. É muito mais que isso. É uma relação de amor, uma escolha de vida. Desde os sete anos de idade em cima do equipamento que a levou a sonhar e a realizar-se no esporte.

Durante toda a entrevista, Priscilla ficou sobre a bicicleta. Demostrou como pedala e como se prepara para entrar em um salto. Por dia, são duas sessões de treinamentos, cerca de seis horas. O treinador é o seu irmão, Douglas Stevaux. “A vitória é ainda mais importante, pois não é algo só meu. Ele parou de correr por conta das lesões, mas sempre sonhou em chegar onde eu cheguei. Então, é muito legal representar não só o meu sonho, mas o dele também”, confessa.

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E o sonho levou a corredora longe. A sorocabana é tetracampeã brasileira de bicicross (2014, 2015, 2016 e 2018), campeã Pan-Americana de BMX (2018) e da Taça Brasil (2018), além de ter levantado as taças do Campeonato Sul-Americano Júnior (2010) e da oitava etapa do Campeonato Europeu Júnior (2011). Foi a primeira atleta de Sorocaba a participar de uma Olimpíada. Ela foi semifinalista na Rio-2016.

Aos 26 anos, a atleta tem passado mais tempo na Europa do que no Brasil. Neste ano disputou provas na Bélgica, Inglaterra, Holanda, França e República Tcheca. E no dia 23 estará, novamente, no Velho Continente. Desta vez para competir no Mundial UCI BMX, em Zolder, na Bélgica. Competição de altíssimo nível.

Mundial

“Me sinto mais preparada do que todos nos outros anos. O Mundial é o mais forte de todos. É um sonho disputar uma final. Nunca cheguei nesse resultado. Só fui finalista na categoria Júnior, mas é muito diferente. Estou muito focada nesse campeonato. Estou com a expectativa de, no mínimo, fazer uma final. Sei que terei de estar com muita concentração, muita cabeça, mas trabalhei bastante”, avalia Priscilla.

A importância para o Campeonato Mundial passa, também, pelo fato de ser uma competição que entrega muitos pontos para o ranking mundial olímpico. E esse é o objetivo da sorocabana: conquistar uma boa colocação no torneio para melhorar a sua colocação entre as melhores do mundo. Priscilla é hoje a 15ª melhor atleta da modalidade no planeta. É a número um do Brasil. E representará o país em outra competição importantíssima, os Jogos Pan-Americanos, em agosto, em Lima, no Peru.

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Sonho leva longe
Única sorocabana a disputar uma olimpíada, ela também coleciona títulos nos campeonatos Brasileiro, Sul-Americano, Pan-Americana e Europeu. Crédito da foto: Emidio Marques

“Só vão duas meninas e dois meninos para a equipe de bicicross. Só de fazer parte disso já é uma vitória. Estou bastante contente por estar participando. É bem similar aos Jogos Olímpicos, pois você fica na Vila, conhece atletas de todas as modalidades. É uma baita motivação e inspiração para seguir em frente, se esforçar, e evoluir ainda mais no esporte”, comenta Stevaux.

Mundiais, Copas do Mundo, Olimpíada e Pan-Americanos são competições de alto nível e que envolvem muita pressão. Não apenas para satisfazer o prazer do atleta em competir e obter bons resultados, mas para buscar patrocinadores, a Bolsa-Atleta do governo federal — enfim, conseguir se sustentar através do esporte. A experiência fez Priscilla se transformar em uma melhor competidora.

“Com o tempo eu fui melhorando. Você chegar nervoso em uma prova só atrapalha. Hoje, o que mais tem dado certo para mim é ter a experiência e uma visão melhor da competição. Eu não chego e apenas corro. Consigo pensar quais são as competidoras, os meus pontos positivos, os negativos. Trabalho muito com estratégia e isso tem dado muito certo para mim”, revelou. (Zeca Cardoso)

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