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Sob vaias, São Paulo cede empate ao Cruzeiro no Pacaembu

Com 12 pontos, o São Paulo figura agora na zona intermediária da tabela
Tche Tche do SPFC, no empate contra o Cruzeiro. Crédito da Foto: Maurício Rummens/FotoArena/Estadão Conteúdo

No jogo entre um time que jogava em casa, diante de uma torcida que mais protestou do que apoiou e que acaba de ser eliminado da Copa do Brasil, contra outro que não ganha há cinco jogos e tenta deixar as últimas posições no Brasileirão, o resultado não foi bom para nenhum dos lados. São Paulo e Cruzeiro ficaram no 1 a 1 e continuam obrigados a lidar com suas crises internas.

Com 12 pontos, o São Paulo figura agora na zona intermediária da tabela, após brigar pela ponta nas últimas rodadas. E o Cruzeiro soma apenas sete, próximo da zona de rebaixamento.

Antes de a bola rolar, a torcida são-paulina mais uma vez protestou contra dirigentes e jogadores, como aconteceu no sábado, quando eles foram à porta do CT do clube. E novamente os alvos foram o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e o diretor executivo de futebol, Raí. Além deles, também foram xingados alguns atletas. Reinaldo, Nenê, Jucilei e Hudson foram os mais hostilizados. O técnico Cuca foi poupado das cobranças.

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“Muito respeito com a camisa tricolor”, “time de pipoqueiro” e “vamos jogar bola” foram alguns dos gritos entoados pelos são-paulinos. Durante o jogo, os torcedores presentes no Tobogã, onde fica a Torcida Independente, também protestaram, enquanto o restante do estádio apoiou o time.

Ciente da necessidade de vencer em casa para acalmar os ânimos e se manter entre os primeiros colocados na tabela, Cuca resolveu mexer no time e a principal novidade foi a entrada do meia Vitor Bueno, titular pela primeira vez. Mas quem fez a diferença mesmo foi Alexandre Pato, que retornou ao time após ficar no banco de reservas contra o Bahia.

Logo aos 14 minutos, Reinaldo avançou com a bola e deu um belo passe para Pato, que livre na meia-lua, invadiu a área e bateu no canto direito de Fábio, para abrir o placar e dar um calma momentânea aos poucos torcedores presentes no Pacaembu. Além de Pato, quem também brilhou na primeira parte do jogo foi o goleiro Tiago Volpi. Foram pelo menos duas grandes defesas, em tentativas de Romero e de Dedé.

No segundo tempo, o Cruzeiro voltou decidido a buscar o empate e pressionou o São Paulo até conseguir o seu gol. Aos 8 minutos, o árbitro consultou o VAR para analisar um suposto pênalti cometido por Anderson Martins, que teria cortado um chute de Romero com o braço, mas após consultar o vídeo, o foi seguiu normalmente.

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Até que aos 22, o Cruzeiro conseguiu o seu objetivo e com direito a um golaço. Hudson fez falta na frente da área, Thiago Neves acertou uma bela cobrança de falta e deixou tudo igual no Pacaembu. Três minutos depois David teve a chance de virar ao sair cara a cara com Volpi, mas o goleiro conseguiu tirar a bola dos pés dos cruzeirense.

E o tempo ia passando e as duas equipes claramente ansiosas para conseguir mais um gol. Após ser pressionado cerca de 25 minutos pressionado, o São Paulo conseguiu passar do meio de campo, mas deu pouco trabalho para Fábio. No outro lado, o Cruzeiro tinha dificuldade em criar oportunidades de gol, mas teve uma grande chance aos 52, com Egídio chutando e Volpi mais uma vez salvando o time. Ao final do jogo, a torcida tricolor voltou a protestar contra o time e seus dirigentes. (Estadão Conteúdo)

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