Esporte

Sequência negativa interfere no desempenho, ressalta o treinador

Retomar a confiança. A expressão, certamente, foi uma das mais usadas pelo técnico Marquinhos Santos em entrevista após o 2 a 0 para a Ponte Preta, no sábado, pela 15ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A equipe não vence há cinco partidas: desde a vitória por 2 a 1 contra o líder Fortaleza, houve o empate com o Guarani e quatro derrotas, diante de Londrina, Criciúma, CRB e, agora, diante do adversário paulista. Além do aspecto mental, um fator tem contribuído com os resultados negativos: a falta de gols. Ao todo, são 480 minutos sem marcar, o equivalente a oito horas seguidas.

Conforme o treinador, o grupo, ainda nos vestiários do Estádio Municipal Walter Ribeiro, depois do revés mais recente, demonstrava intensamente “estar sentindo a derrota”. “A falta de confiança acaba interferindo diretamente no jogo. No momento em que estávamos melhor na partida sofremos um gol no contra-ataque. Venho começando esse trabalho há uma semana. É só jogando para conseguir observar e ver melhor aquilo que é necessário”, argumentou.

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Embora tenha elogiado a assimilação do elenco à nova filosofia de trabalho, Marquinhos Santos reconhece a existência de “resquícios do estilo Paulo Roberto Santos” ainda presentes nos atletas. A situação, segundo ele, dificulta de modo inevitável a absorção ao modelo de jogo que mais lhe agrada — ele quer o time propondo mais o jogo, com mais posse de bola e volume nas ações ofensivas. Em determinados momentos do confronto com a Macaca, de acordo com o treinador, “nós pedíamos para o time adiantar, sair em bloco para sufocar a Ponte Preta e parece que não conseguíamos desenvolver”.

O entendimento por completo daquilo que deseja, destacou Marquinhos Santos, só virá com o tempo. “A fórmula é trabalho: aí a gente passa a analisar mais objetivamente o que o elenco vive. E, a partir dos jogos, você consegue analisar os aspectos técnicos, táticos, físicos e mentais de cada um.”

Sobre as críticas de alguns torcedores à diretoria após a última derrota, em especial ao presidente Márcio Rogério Dias e inclusive com pedidos de “volta Paulo Roberto Santos”, o técnico reagiu com tranquilidade. “Temos que agradecer ao torcedor, que apoiou durante a partida e, naturalmente, mostrou o desagrado no final”, comentou. “Tenho a certeza de que o São Bento vai se recuperar e vai buscar aquilo que almeja, dentro de um primeiro momento, que é a permanência na Série B”, projetou.

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