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Senado rejeita proposta de vacinar atletas antes da Olimpíada

05 de Fevereiro de 2021

Organização diz que vacina é fundamental para a realização da Olimpíada em 2021 Emenda visava vacinar atletas e paratletas antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que acontecerão entre final de julho e início de setembro. Crédito da foto: Philip Fong / AFP (15/7/2020)

O Senado rejeitou a emenda proposta pela senadora Leila Barros, ex-jogadora de vôlei, de vacinar atletas e paratletas contra a Covid-19 antes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, a serem disputados no fim de julho. O relator, senador Confúcio Moura (MDB-RO), explicou o motivo da recusa.

"Apesar dos méritos da emenda, optamos por sua rejeição, visto que o texto do PLV nem sequer especifica quais grupos de risco para covid-19 serão abrangidos pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19. Se esse detalhamento não foi realizado nem mesmo para as pessoas priorizadas, não se deve defini-lo para uma categoria específica".

A emenda proposta, que fazia parte do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 43/2020, previa a vacinação antecipada de atletas, comissões técnicas e delegações do Brasil antes das Olimpíadas e Paralimpíadas. As doses seriam adquiridas por meio da iniciativa privada, ou seja, ninguém "furaria" a fila de grupos prioritários.

Apesar de o Comitê Olímpico Internacional (COI) não ter tornado obrigatória a vacina aos atletas, o presidente do órgão, Thomas Bach, encorajou todos a estarem imunizados.

No caso do Brasil, são 180 atletas já garantidos para a disputa, com previsão de alcançar cerca de 250. Já para os paratletas, a estimativa é de 200, totalizando 450 esportistas. Dessa forma, seriam quase mil vacinas, contando primeira e segunda doses, sem levar em consideração outros profissionais envolvidos.