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‘Tenho que melhorar’, diz Zé Roberto, atacante do São Bento

É a segunda passagem do jogador pelo clube. No ano passado foi contratado para a Série B e fez apenas oitos jogos
‘Tenho que melhorar’, diz Zé Roberto
Atacante reconhece que poderia ter feito mais. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Uma das contratações que mais agradou o torcedor do São Bento no ano foi a de Zé Roberto. O atacante de 25 anos chegou após a queda da equipe para a Série A2 do Campeonato Paulista. É a segunda passagem do jogador pelo clube. No ano passado foi contratado para a Série B. Fez apenas oitos jogos, marcou dois gols e logo foi negociado com o Daegu, da Coréia do Sul.

Com a volta para Sorocaba, a torcida beneditina esperava o mesmo bom desempenho de 2018. Até agora foram seis jogos e dois gols anotados. “Eu poderia ter feito mais, eu tenho que melhorar. Não marco há três jogos. Mas é algo que eu sempre tenho que estar fazendo: gols. É a minha posição” relatou Zé Roberto.

A janela de transferências internacionais está se aproximando. Ano passado, o São Bento foi vítima do mercado internacional e perdeu inúmeros jogadores, dentre eles, Zé Roberto. Mas o atacante garante que o objetivo é permanecer no Azulão. “Se a diretoria quiser, eu fico até o final do ano. Já falei com o meu empresário que o meu pensamento é ficar aqui.”

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Até agora, são 14 jogos pelo clube e quatro gols marcados. Uma história curtíssima, mas, ainda assim, é um dos jogadores mais festejados quando a escalação é anunciada no CIC. Será um ídolo do Bentão? “Fico feliz pelo carinho da torcida, mas não sou um ídolo ainda, falta um pouco. Mas, de certa forma, eu fico lisonjeado pelo reconhecimento do torcedor.”

Carinho que vem não só pelos gols marcados, mas também pela entrega do jogador dentro de campo. Zé Roberto é um camisa 9 que marca, atrapalha zagueiros. Às vezes, até exagera nas faltas. Foram cinco cartões amarelos em seis jogos. “Dentro de campo eu fico um pouco esquentado, pego no pé do árbitro e eles fazem um pouco de marcação comigo. Mas eu tenho que melhorar em relação a isso, me antecipar, às vezes, nas jogadas, evitar faltas bobas no meio de campo.”

Fala o que pensa

Uma das características do atacante é sua sinceridade nas entrevistas. Quando perguntado, o jogador fala mesmo o que pensa. A sua chegada foi após o descenso no Campeonato Paulista. Mas ele convive no vestiário do clube e dá a sua visão sobre o que mudou em relação ao estadual e o atual elenco beneditino.

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“No Paulista tinha alguns jogadores orgulhosos, com o ego alto. Nós não temos mais isso hoje em dia. Todo mundo respeita o companheiro da posição que está jogando. Quem não está em campo corre atrás para ser titular, mas com respeito. Pelo que me passaram faltou um pouco disso (durante o Estadual). A gente tem a consciência disso agora. Hoje é um grupo bom que trabalha e se respeita.”

E a relação com um companheiro de posição mostra isso. Zé Roberto e Alecsandro brigam pelo mesmo lugar no time titular. Zé é hoje o dono da vaga, mas sabe que a concorrência é com um jogador de qualidade. “Respeito muito ele e ele me respeita. Ele é consagrado. Independente disso, quem for jogar estará dando apoio ao outro. Conversamos durante os treinamentos e temos uma boa relação.”

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A temporada do São Bento até o momento não é boa. São apenas três vitórias no ano: uma no Paulista e duas no Brasileiro. O torcedor está desconfiado com a proximidade da zona do rebaixamento: o clube está fora do Z4 pelos critérios de desempate, já que está com a mesma pontuação do Operário-PR — sete pontos –, o primeiro na zona.

“Temos que ter humildade de reconhecer onde estamos agora. Mas não podemos pensar em rebaixamento ou em um acesso, o pensamento tem que ser jogo a jogo. Se pensarmos lá na frente, esquecemos do presente. Temos que ser humildes dentro dos jogos, reconhecer os defeitos e conseguir sobressair na raça e na vontade.” (Zeca Cardoso)

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