São Bento

Síndrome de Robin Hood

Esdras Felipe Pereira – esdras.pereira@jornalcruzeiro.com.br

O São Bento tem se tornado uma espécie de “Robin Hood” da Série B do Campeonato Brasileiro. A campanha, até aqui, é composta por três vitórias, oito empates e três derrotas, números que resultam atualmente na 13ª colocação, com 17 pontos. Os nove pontos conquistados quando ganhou vieram contra equipes teoricamente fortes por conta da posição na tabela: Fortaleza (líder da competição), CSA (quarto colocado) e Oeste (10º colocado). Na contramão, porém, a equipe tem perdido pontos fundamentais contra adversários mais fracos ao pensar em termos de classificação: Londrina (14º colocado), Criciúma (19º colocado) e CRB (17º colocado).

Entre as vitórias, o 2 a 1 contra o Fortaleza, na 10ª rodada, em Sorocaba, contemplou uma ótima atuação beneditina. Na ocasião, a equipe vinha de quatro empates consecutivos, mas conseguiu imprimir um ritmo que, por consequência, quebrou a invencibilidade do Leão. Os primeiros três pontos, diante do CSA, na segunda rodada, também dentro de casa, vieram graças ao poder de reação do time, que saiu perdendo, mas teve 2 a 1 a favor ao término do confronto. No outro resultado positivo, mais uma vez dentro dos domínios, na quinta rodada, o Azulão bateu o Oeste com um placar magro de 1 a 0.

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Com relação às derrotas, foram três golpes duros. O primeiro na 12ª rodada, quando o Londrina até então treinado pelo hoje comandante beneditino, Marquinhos Santos, desembarcou no Estádio Municipal Walter Ribeiro, o CIC e, na estratégia de jogar por uma bola, mandou para longe a invencibilidade do São Bento: 1 a 0. A “ducha de água fria” desencadeou mais duas derrotas consecutivas. Na 13ª rodada, o Criciúma fez valer o mando de campo e levou a melhor por 1 a 0, no Heriberto Hulse. A mais recente foi na última quarta-feira, pela 14ª rodada, outro 1 a 0, desta vez para o CRB, no Estádio Rei Pelé.

Além do “modo Robin Hood ativado”, o Azulão tem se deparado com um problema constante: o fantasma de sofrer gols no final dos duelos, fato já retratado em reportagem do Cruzeiro do Sul, em 8 de junho. Ao atualizar os dados do levantamento, é possível observar que, apenas na Série B, a situação ocorreu seis vezes, em 14 jogos disputados. Em três empates, contra Paysandu, Figueirense e Boa Esporte, a rede de Rodrigo Viana foi balançada aos 45″, 33″ e 40″ do segundo tempo, respectivamente. E, nas três derrotas, para Londrina, Criciúma e CRB, o gol saiu aos 39″, 40″ e 38″, respectivamente.

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Em sua apresentação, o treinador Marquinhos Santos disse que seria preciso trabalhar a parte tática e técnica do grupo, mas sobretudo o aspecto mental. Ele, aliás, terá tempo razoável para preparar o grupo, já que o próximo compromisso na competição será apenas no dia 14, contra a Ponte Preta, às 18h, no CIC.

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