São Bento

Goleiro do São Bento dá exemplo contra o coronavírus

Isolamento total para se prevenir contra a covid-19
Goleiro do Bentão dá exemplo contra o vírus
Macanhan lamenta parada, mas segue normas. Crédito da foto: Emidio Marques / Arquivo JCS (24/1/2020)

O goleiro do São Bento, Lucas Macanhan, vivia grande momento e já passava segurança ao torcedor beneditino, quando a Série A2 do Campeonato Paulista foi suspensa — há 11 dias –, por conta da pandemia do novo coronavírus.

Para manter o isolamento recomendado, o atleta decidiu retornar à sua terra natal. “Assim que cancelaram os trabalhos no clube, vim para Curitiba, porque eu moro sozinho em Sorocaba. Então, optei por ficar com os meus familiares. Estamos todos em casa, nos cuidando”, falou.

Para manter a forma física, Lucas continua trabalhando o condicionamento dentro de casa. “Perde um pouco estando em casa, mas temos que perder o mínimo possível. Esse trabalho é fundamental para quando retornarmos aos treinamentos estarmos bem e mantendo aquilo que vinha sendo feito”, revelou.

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Em 12 rodadas da Série A2 do Campeonato Paulista, o Bentão acumula cinco vitórias, três empates e quatro derrotas. Nos quatro últimos jogos, venceu todas as partidas e saltou da zona do rebaixamento para a nona colocação, ficando de fora do G8 apenas pelos critérios de desempate. A paralisação é uma situação complicada não só para o time sorocabano, mas para todos os envolvidos no futebol.

“Para todos os clubes, (para todos) os atletas. Essa é a nossa profissão. Ficar sem poder exercê-lá é muito ruim, independente da posição na tabela (de classificação) e de clube. Acho que ficar parado é ruim. Analisando o nosso caso, foi ruim pelo nosso momento. Quatro vitórias seguidas, subindo na tabela. Então, quebra um ritmo legal”, analisou.

Na temporada passada, o São Bento escalou seis goleiros diferentes. Em 2020, ao contrário, Lucas Macanhan foi titular em todas as partidas disputadas até agora. Revelado pelo Athletico Paranaense e com passagens por Guaratinguetá, Novorizontino e Paraná, recebe, aos 25 anos, a chance de se firmar na carreira em Sorocaba. Mas, por conta do momento tão conturbado que vive o mundo, o pensamento no futebol fica um pouco de lado.

“Temos que deixar o futebol de lado. Nos preocuparmos com a nossa saúde, nossos familiares. Nós, jogadores, que temos uma certa influência, tentar passar ao máximo possível de pessoas a importância dos cuidados. Então, o futebol fica um pouco de lado nesse momento. Quando tudo começar a normalizar, voltamos a pensar nisso”, finalizou. (Zeca Cardoso)

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