São Bento

Comemoração e expectativa: Fábio Bahia completa 190 jogos no São Bento

Marca foi alcançada na última quarta-feira, no empate por 1 a 1 contra o Palmeiras
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Fábio Bahia chegou aos 190 jogos com a camisa do São Bento na última quarta-feira (24). Crédito da foto: Neto Bonvino / Bento TV (30/9/2020)

Entre mudanças de local da partida e incertezas devido às restrições do Estado por conta do coronavírus, o São Bento comemorou um ponto conquistado contra o Palmeiras na última quarta-feira (24), pela terceira rodada do Paulistão. Mas um jogador em especial teve mais um motivo para festejar.

O volante Fábio Bahia alcançou a marca de 190 jogos com a camisa do Bentão, em seis temporadas seguidas, algo raro de se encontrar hoje em dia no mundo do futebol, que é um eterno dançar de cadeiras.

Confira abaixo uma entrevista exclusiva com o jogador, que falou ainda dos momentos mais felizes e tristes no time sorocabano, as expectativas para esta temporada e o período difícil pelo qual passa o mundo em meio a uma devastadora pandemia.

– Nos dias de hoje é cada vez mais difícil um jogador ou um treinador completar anos vestindo a mesma camisa. Qual a sensação de completar 190 jogos, seis temporadas seguidas, com a camisa do São Bento?

Sensação de muita felicidade de poder estar há seis anos no clube, completando 190 jogos. É de suma importância para a minha carreira, porque não é fácil ficar tanto tempo em um clube, com essa camisa centenária do São Bento. A sensação é de muito orgulho em fazer parte desta história e poder jogar todos esses jogos.

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– Quais os momentos mais felizes que já passou no clube? E os mais difíceis? 

Os momentos mais felizes foram os acessos, da D para a C, da C para a B, e o ano passado o acesso da A2 para a A1. Essa última foi uma felicidade imensa, porque nós sabíamos a importância desse acesso para o clube, por ter um carinho, estar há muito tempo aqui e ter passado o descenso em 2019. Foi muito importante para mim e para todos que fazem parte. Era o nosso maior objetivo no ano passado.

Os momentos mais difíceis foram os dois descensos seguidos em 2019, no Paulista e no Brasileiro. A gente vinha numa ascensão, de dois acessos consecutivos, uma permanência na Série B de 2018 para 2019, mas aí tivemos infelizmente a queda. Atrapalhou a projeção nacional que o clube estava tendo naquele momento. Foi o momento mais difícil para mim, acredito que para todos que gostam do clube.

– Tomando como base essas seis temporadas, quais são as expectativas para este ano? Você acredita que o São Bento permanece na elite do estadual? E pode voltar à Série C do Brasileirão?

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Acredito sim na permanência. O Campeonato Paulista é muito difícil, nosso objetivo maior é essa permanência, mas acredito e vamos permanecer na elite do estadual. Em relação ao acesso à Série C, temos que focar primeiro no Paulista, a Série D é difícil, vem depois, e esse acesso não vai ser fácil. São muitos times, o pessoal começou a investir bastante e vai ser muito difícil. Mas nosso primeiro objetivo é se manter no Paulista. Quando tiver a Série D a gente pensa. Tem clube investindo muito na Série D, vai ser difícil, sem dúvidas.

– Por fim, como você, enquanto atleta, está lidando com a pandemia do coronavírus, a incerteza do calendário e medo por familiares com a sua rotina de treinos e jogos?

É uma situação difícil. Nós mesmos no ano passado tivemos um surto de Covid por estarmos treinando e jogando. Não só nós jogadores, mas em todas as profissões, temos que sair para buscar o pão de cada dia. É um vírus que a gente não sabe de onde vem, a pessoa pode estar assintomática e você não sabe que está com o vírus, passa para outra pessoa. O complicado é isso. Essa incerteza em relação a campeonatos e calendários… No ano passado ficamos quatro meses parados, uma dificuldade tremenda, porque financeiramente atingiu a todos, mas isso é com todos os trabalhadores do Brasil e do mundo, infelizmente. Espero que isso passe o mais rápido possível e a vacina chegue para todos, que a gente volte a ter competições e trabalhos para outras áreas.

A gente vai trabalhar, mas volta com medo de trazer o vírus para a nossa família. Eu tenho dois filhos, minha esposa. Quando eu peguei, no ano passado, minha mãe estava comigo aqui em Sorocaba, fiquei com muito medo, porque ela tem 66 anos, grupo de risco, fiquei com medo de passar para ela, mas fiquei isolado e ninguém deles pegou. Com a vacina, estaremos mais seguros, mas temos que pedir a todos que se cuidem, quem puder ficar em casa, fique, se protegendo, usando máscara e álcool em gel. Estamos vivendo momentos difíceis, mas, com a colaboração de todos, vamos passar por isso. (Marina Bufon)

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