São Bento

Com diversos problemas, São Bento enfrenta clima pesado

Vitória contra o Audax, na quinta-feira (27), não foi suficiente para melhorar o clima no clube
Clima pesado no Azulão
Treinador fez apelo a dirigentes para que se unam pelo bem do clube, que busca acesso no Paulista A2, mas vai mal na Série C. Crédito da foto: Fábio Rogério (13/8/2020)

A vitória contra o Audax, em Osasco, na quinta-feira (27), deu a classificação às quartas de final da Série A2 do Campeonato Paulista ao São Bento. Alívio para jogadores e comissão técnica, que seguem na luta para devolver o clube à elite do futebol paulista. Mas o peso tirado dos ombros foi apenas dentro do campo, já que fora dele o Bentão está recheado de problemas, como apontaram o atacante Ruan e o técnico Edson Vieira, após o jogo em Osasco, ao repórter Caio Rossini, da rádio Cruzeiro FM 92,3.

Um racha entre membros da direção do clube sorocabano está refletindo na performance da equipe. “É algo surreal o que a gente está vivendo aqui. Se não fosse o grupo, a comissão (técnica), desculpa a palavra, a gente estava ferrado”, pontuou o jogador. “Quando esse grupo (diretores) se une, o São Bento é forte. E agora é o momento de união. Faço um pedido para muitas pessoas desse grupo: joguem a vaidade de lado e pensem no São Bento. Agora é hora de união”, completou o treinador beneditino.

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No estadual, o São Bento faz ótima campanha. Venceu as últimas seis partidas, se livrou do risco de rebaixamento e alcançou a classificação ao mata-mata com uma rodada de antecedência. Já na Série C do Campeonato Brasileiro, a história é diferente: foram três derrotas nas três primeiras partidas, mas a reapresentação do clube aconteceu apenas 16 dias antes da estreia na competição nacional.

Até aqui, o Azulão enfrentou clubes que tiveram maior período de treinamentos e que estavam atuando nos estaduais, além de ter perdido receita por conta da pandemia e ter de reajustar os salários de todos os jogadores e demais funcionários. O São Bento convive hoje com problemas financeiros e um clima político turbulento. “Tem coisa que influencia demais e muita gente não sabe. As pessoas precisam entender que esse grupo (de jogadores) é de homens que estão honrando a instituição. Muito mais do que pessoas que eram para estar honrando”, falou Ruan.

Amanhã (30), os sorocabanos encerram a primeira fase na A2. Encaram o Monte Azul, às 11h, no Estádio Walter Ribeiro (CIC). Já classificado, o Azulão busca melhorar a posição na tabela (hoje é o quarto colocado). Um objetivo que pode impactar diretamente os atletas. “Dizem que quanto mais a gente subir na tabela, mais dinheiro entra no clube. E é o que a gente precisa, a gente precisa de melhores condições para trabalhar. Precisamos de condições que façam nos sentir atletas profissionais e não amadores”, disparou Ruan.

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Racha

No final de fevereiro, os dirigentes Agacyr Maister (Xixo), Fernando Martins da Costa Neto e Sérgio Garcia regressaram ao clube com a missão de tocar o futebol beneditino. O clube estava na zona do rebaixamento da Série A2 e havia demitido o técnico Léo Condé. Com cargos de diretores especiais, participaram da contratação de Edson Vieira.

Porém, no último dia 10, dois dias após o primeiro jogo na Série C, por divergências com a atual diretoria executiva comandada por Márcio Rogério Dias, o trio deixou a direção beneditina. “O segredo do São Bento para buscar o acesso (na A2) e sair desse problema na Série C é que a paz fora (de campo) comece a reinar no clube. Um treinador simples, que ama o clube, está fazendo um pedido: se unam, por favor, pelo bem do clube”, desabafou Edson Vieira. (Zeca Cardoso)

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