Esporte

Pandemia volta a colocar olimpíada em risco

O período de restrição deve ser de 8 de janeiro a 7 de fevereiro nas prefeituras de Tóquio, Saitama, Kanagawa e Chiba
Tóquio entra em estado de emergência há seis meses dos jogos. Crédito da foto: Philip Fong / AFP

O governo do Japão declarou estado de emergência de um mês na capital, Tóquio, e em três cidades vizinhas. A adotada ontem, a medida tem como objetivo conter a disseminação de infecções pelo novo coronavírus. De acordo com informações do próprio governo, o motivo é o recente aumento do número de infecções pelo novo coronavírus. Em menos de 24 horas — no dia 6 de janeiro — a região registrou o recorde de mais de 7 mil casos.

O período de restrição deve ser de 8 de janeiro a 7 de fevereiro nas prefeituras de Tóquio, Saitama, Kanagawa e Chiba, cobrindo cerca de 30% da população do país. Mais cidades japonesas consideram pedir ao governo a implementação do estado de emergência.

O estado de emergência corre o risco de esfriar ainda mais o ânimo da população japonesa, em sua maioria a favor de um novo adiamento, ou mesmo cancelamento, do evento esportivo, programado para acontecer de 23 de julho a 8 de agosto.

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“Declaramos o estado de emergência porque se teme que a rápida disseminação do novo coronavírus por todo país terá um impacto significativo na vida de seus habitantes e na economia”, disse Yoshihide Suga, primeiro ministro japonês.

Imunização prioritária

O Comitê Olímpico Internacional (COI) está trabalhando para priorizar os atletas a receberem a vacina para que o evento possa ser realizado com segurança. O aumento do número de casos no Japão e o surgimento de novas variantes do novo coronavírus levam a um desejo crescente de vacinar os esportistas nas próximas semanas e meses.

Após o anúncio do estado de emergência, o governo metropolitano de Tóquio divulgou que as próximas exibições da tocha olímpica na capital japonesa foram adiadas “para reduzir o fluxo de pessoas e a disseminação da Covid-19”.

O Japão registra até o momento mais de 266 mil casos confirmados e 3,6 mil mortes, segundo a Universidade Johns Hopkins. O país registrou 61 mortes e um recorde diário de 5.950 infectados nesta quarta-feira (6). (Estadão Conteúdo)

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