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Palmeiras joga mal e perde do River, mas vai à final da Libertadores

Na etapa final, Abel Ferreira trocou o inoperante Scarpa por Breno Lopes, buscando velocidade
Os argentinos massacraram os palmeirenses, que avançaram graças aos 3 a 0 do jogo de ida. Crédito da foto: Nelson Almeida / AFP (12/1/2021)

Foi um sufoco que o mais pessimista dos torcedores do Palmeiras não esperava passar. Com um péssimo futebol, o Verdão foi totalmente dominado pelo River Plate, ontem (12), no Allianz Parque, perdeu por 2 a 0, e só se garantiu na sonhada final da Libertadores porque venceu por 3 a 0 na semana passada. Apesar do sofrimento de início ao fim, a equipe vai disputar o título pela segunda vez na história e tentar repetir o feito de 1999. A decisão será dia 30, no Maracanã, às 17h, contra Santos ou Boca Juniors.

Com confortável vantagem, o Palmeiras repetiu o esquema utilizado em Buenos Aires, com um linha defensiva de cinco jogadores e Scarpa e Rony ajudando a marcar os avanços dos laterais do River. A primeira grande chance foi alviverde, aos nove minutos: Rony recebeu em profundidade e tentou driblar Armani, mas o goleiro deu o tapa e tirou a bola.

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Aos poucos, o Verdão começou a ceder espaços perigosos. Aos 28’, Paulo Díaz arrancou pelo meio, chutou de fora da área e Weverton colocou para escanteio. Na cobrança, Rojas subiu mais alto que a zaga e cabeceou para marcar. O gol desestruturou o time brasileiro e o River tomou conta da partida. Abel Ferreira perdeu Gómez, contundido — Luan entrou — e o apagão continuou. Aos 43’, De La Cruz cruzou, Suárez desviou e Borré completou. A vaga do Palmeiras passou a ficar realmente em risco.

Na etapa final, Abel Ferreira trocou o inoperante Scarpa por Breno Lopes, buscando velocidade. Novo susto veio quando Montiel marcou aos seis minutos. Sorte do time que, após ser alertado pelo VAR, o juiz uruguaio Esteban Ostojick anulou o gol, por impedimento no início do lance.

O problema é que o River Plate continuava massacrando o Palmeiras, criando várias chances seguidas. Desordenado, o time dava muito espaço e Abel Ferreira decidiu proteger a vantagem mínima que ainda tinha. Trocou Zé Rafael pelo zagueiro Emerson Santos, que entrou à frente da zaga, para tentar segurar as investidas argentinas.

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Aos 27 minutos, o Verdão teve uma boa notícia. Rojas fez falta em Rony, parando um ataque, e, como já tinha levado cartão amarelo, foi expulso. Mas os sustos continuaram. Quase em seguida, numa disputa na área com Alan Empereur, Suárez caiu na área e o árbitro marcou pênalti. Novamente o Palmeiras foi salvo pelo VAR, que alertou o uruguaio da “cavada” do argentino e anulou a marcação.

Os argentinos se mantinham no ataque, e o Verdão não reagia. Abel Ferreira fechou ainda mais o time. O River continuava perto do terceiro gol e o tempo parecia não passar para os brasileiros. Passou — com direito a checagem do árbitro no vídeo, aos 54 minutos, de pênalti de Kuscevic em Borré — e o Palmeiras chegou na final. (Almir Leite – Estadão Conteúdo)

Palmeiras 0 x 2 River Plate

Palmeiras – Weverton; Marcos Rocha (Kuscevic), Gómez (Luan), Alan Empereur e Viña; Danilo (Rafael Veiga), Gabriel Menino e Zé Rafael (Emerson Santos); Scarpa (Breno Lopes), Luiz Adriano e Rony. Técnico: Abel Ferreira

River Plate – Armani; Rojas, Paulo Díaz e Pinola (Girotti); Montiel, Enzo Pérez, Ignacio Fernández, De la Cruz (Alvaréz) e Angileri (Casco); Suárez e Borré. Técnico: Marcelo Gallardo

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Gols – Rojas, aos 28, e Borré, aos 43 minutos do 1º tempo

Cartões amarelos – Díaz, Danilo, Empereur, Rojas e Marcos Rocha

Cartão vermelho – Rojas

Árbitro – Esteban Ostojick (Uruguai)

Local – Allianz Parque, em São Paulo (SP)

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