Justiça
Avenida será julgado por confusão com arbitragem
Súmula relata cotovelada do técnico do time contra assistente; clube nega agressão e prepara defesa para julgamento de terça-feira (6)
O Avenida será julgada pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) na terça-feira (6), às 19h, por causa de uma confusão envolvendo um integrante da comissão técnica e um assistente de arbitragem na partida contra o Nova Esperança, pela Taça Cidade de Sorocaba. A súmula relata uma cotovelada contra o auxiliar, enquanto o clube nega a agressão e afirma que apresentará testemunhas em sua defesa.
O episódio aconteceu no domingo (27), na Arena Zé Leite, na Vila Barão. O Nova Esperança venceu a partida por 1 a 0. O caso deu origem ao processo no qual o Avenida aparece como denunciada.
A confusão começou após uma marcação de impedimento contra o Avenida aos 34 minutos do primeiro tempo. Na jogada, um defensor do Nova Esperança recuou a bola, que ficou com um jogador do Avenida. O atleta seguiu em direção ao gol, mas o assistente Leandro Rogério Reis marcou impedimento. A decisão provocou reclamações da equipe.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento da discussão. Gilberto de Souza, técnico do Avenida, aproxima-se do assistente e os dois ficam frente a frente, com contato físico entre eles. A súmula e o clube, porém, apresentam versões diferentes sobre o que aconteceu naquele momento.
No relatório, o árbitro afirma que Gilberto questionou a marcação, aproximou-se do auxiliar e encostou o corpo nele. Na sequência, segundo o documento, o treinador "desferiu uma cotovelada na altura do peito" do assistente.
Gilberto foi expulso com cartão vermelho. A súmula também informa que, depois de deixar o campo, ele teria proferido uma ofensa contra o auxiliar. Esse segundo episódio, conforme o relatório, foi comunicado posteriormente pelo próprio assistente ao árbitro.
O presidente do Avenida, Roberto Carlos Felisberto, o Betinho, contesta a descrição da arbitragem. Segundo ele, houve um empurrão durante a discussão, mas não uma cotovelada.
"A situação surgiu após a marcação errada do assistente. Segundo o Gilberto, após a confusão ele conversou com o trio de arbitragem e eles disseram que não foi cotovelada, mas sim um empurrão. Eu entrei em campo e ele me disse que não teve cotovelada, não teve agressão. Aí, na súmula, apareceu esse relato absurdo", afirma.
Betinho informou que o Avenida já procurou um advogado e pretende levar duas testemunhas ao julgamento. Segundo o dirigente, são representantes de outras agremiações que estavam no campo e acompanharam a confusão.
"O Gilberto trabalha conosco há dois anos. Sempre procuramos respeitar a arbitragem e focar no jogo, mas com situações assim fica difícil", diz.
O dirigente também questiona o regulamento das competições municipais diante da possibilidade de punição ao clube. Segundo Betinho, uma eventual exclusão poderia fazer com que o Avenida retornasse às competições municipais apenas em 2028 e pela quarta divisão.
A legislação municipal prevê sanções para episódios de violência envolvendo pessoas vinculadas às equipes. O artigo 69-A estabelece que atos de violência contra árbitros, assistentes, organizadores, colaboradores ou integrantes da Justiça Desportiva podem resultar na exclusão da equipe da respectiva competição, categoria e classe pelo prazo de cinco anos.
No julgamento de terça-feira, o tribunal deverá analisar o relato da arbitragem e os argumentos e provas apresentados pela defesa do clube.
Resultados da quarta rodada:
Paulistano 3 x 0 Grêmio Vitória Régia
Nova Esperança 1 x 0 Avenida
Dálmatas 1 x 0 Gunhê
Sporting Aparecidinha 0 x 4 Lago Country
Nova Geração 1 x 1 Jardim dos Estados
Unidos Zona Leste 2 x 4 Vila Helena
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