Despedida
Lionel Messi anuncia aposentadoria da seleção argentina aos 39 anos
Craque deixa a seleção com 207 partidas disputadas, 125 bolas nas redes e 65 assistência
Lionel Messi encerrou nesta segunda-feira (31) uma das trajetórias mais marcantes da história da seleção argentina. Aos 39 anos, o camisa 10 anunciou nas redes sociais que não defenderá mais a Albiceleste, colocando fim a um ciclo iniciado em 2005 e que teve como ponto máximo a conquista da Copa do Mundo de 2022, no Catar.
A decisão foi comunicada por meio de uma carta escrita à mão e publicada pelo jogador. Messi revelou que o texto havia sido preparado em 21 de julho, dois dias depois da derrota da Argentina para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026. A morte do pai, Jorge Messi, semanas depois, reforçou a decisão do atacante.
“Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que é o momento”, escreve Messi. O argentino também afirmou que sempre entregou tudo quando vestiu a camisa da seleção, inclusive nos anos anteriores à sequência de títulos conquistados pela equipe.
Aos 39 anos, Messi deixa a seleção como recordista argentino em partidas e gols. Foram 207 jogos e 125 gols pela equipe principal desde a estreia, em 2005.
Na despedida, o atacante explicou que também considera a renovação da equipe argentina. “Me esvaziei, já não tenho mais para dar e, além disso, vêm grandes garotos atrás que merecem estar”, afirma.
De derrotas em finais à conquista do mundo
A relação de Messi com a seleção passou por momentos distintos. A estreia ocorreu em agosto de 2005, diante da Hungria, quando tinha 18 anos. O primeiro jogo ficou marcado pela expulsão poucos segundos depois de entrar em campo.
Nos anos seguintes, o atacante se tornou a principal referência argentina, mas conviveu durante muito tempo com a cobrança pela ausência de títulos na equipe principal. Foi vice-campeão da Copa do Mundo de 2014 e acumulou derrotas em decisões da Copa América.
O cenário começou a mudar em 2021, quando a Argentina conquistou a Copa América ao derrotar o Brasil no Maracanã. No ano seguinte, Messi comandou a seleção no título da Finalíssima contra a Itália e, principalmente, na campanha do tricampeonato mundial no Catar.
Em 2024, a Argentina voltou a conquistar a Copa América. Já no Mundial de 2026, Messi conduziu novamente a equipe até a decisão, mas a seleção terminou com o vice-campeonato após a derrota para a Espanha. O torneio acabou sendo sua última Copa do Mundo pela Albiceleste.
“Me vou com a tranquilidade e o orgulho de ter dado a vocês, junto com meus companheiros, momentos que sonhamos”, escreve o camisa 10 em sua despedida.
Messi também agradeceu à família, aos treinadores, companheiros, dirigentes e torcedores que fizeram parte das mais de duas décadas de seleção. Ao falar sobre o futuro, deixou claro que sua relação com a equipe continuará, agora como torcedor.
“Agora vou ser mais um de vocês, torcendo e apoiando sempre de fora”, afirma.
A aposentadoria anunciada nesta segunda-feira é restrita à seleção argentina. Messi continua em atividade por clubes e defende o Inter Miami, dos Estados Unidos.
O jogador encerrou a mensagem com uma frase que sintetizou a relação construída durante mais de duas décadas com a Albiceleste: “Obrigado, Deus, por me fazer argentino. Vamos, Argentina!”
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