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Copa do Mundo

Dia 31: Realeza

O clube da realeza: semifinais terão quatro campeões mundiais após 36 anos

12 de Julho de 2026 às 00:48
Vernihu Oswaldo [email protected]
Argentinos celebram a vitória em mais um jogo muito disputado
Argentinos celebram a vitória em mais um jogo muito disputado (Crédito: GIORGIO VIERA / AFP)

Argentina confirma classificação e se junta à Espanha, Inglaterra e França. Desde a Copa de 1990, o torneio não via uma reta final formada exclusivamente por seleções que já levantaram a taça.

A Copa do Mundo de 2026 começou com 48 seleções, estádios lotados na América do Norte e a promessa de que a globalização do futebol finalmente derrubaria a velha ordem. Vimos anfitriões sonhando alto, zebras africanas assustando favoritos e seleções sem tradição flertando com a história. Mas o mata-mata contou uma história incrível: as surpresas surpreenderam, seguraram, lutaram, mas caíram, uma a uma, quase sempre em viradas absurdas, ou com gols nos últimos minutos. A aristocracia do futebol chegou. As campeãs chegaram. Uma semi só com campeões, mas sem os três maiores: Brasil, Alemanha e a Itália, que nem sequer se classificou.

O chaveamento desenhou dois confrontos colossais. De um lado, um clássico que transcende o esporte. A Argentina, que sobreviveu à letargia inicial graças ao heroísmo salvador de Julián Álvarez contra a Suíça, medirá forças com a Inglaterra. Os britânicos, comandados pelo pragmático Thomas Tuchel, vêm de uma campanha silenciosa, letal e constante, deixando pelo caminho os simpáticos noruegueses. O reencontro entre sul-americanos e ingleses reedita uma das maiores rivalidades da história das Copas.

Do outro lado, um choque de gigantes europeus. A França, que despachou o Marrocos e adiou o sonho africano para 2030, avança com a naturalidade de quem se acostumou a frequentar finais. Terá pela frente uma Espanha metódica, que sobreviveu ao duelo ibérico contra Portugal de forma burocrática e confirmou sua força ao encerrar a trajetória da última boa geração belga.

O Mundial de 2026 se despede das zebras, dos donos da casa e dos postulantes a novidades. Daqui para frente, não há mais espaço para surpresas. A taça, inevitavelmente, irá para as mãos de quem já conhece o seu peso.