Copa do Mundo
Haaland decide e a Noruega decreta a pior campanha do Brasil desde 1990
Seleção Brasileira desperdiça pênalti com Bruno Guimarães no primeiro tempo, sofre com a letalidade do centroavante norueguês na etapa final e dá adeus ao torneio de forma apática
A Seleção Brasileira está fora da Copa. Em uma atuação marcada pela apatia e por chances desperdiçadas, o Brasil foi derrotado pela Noruega por 2 a 1 e amargou sua pior campanha no torneio desde 1990. Após um primeiro tempo tenso, em que Bruno Guimarães parou no goleiro Nyland em cobrança de pênalti, a equipe canarinha foi punida na etapa final. Erling Haaland, com dois gols letais, decidiu o confronto para os nórdicos, tornando o gol de pênalti de Neymar, marcado já nos acréscimos, insuficiente para evitar a eliminação precoce.
O Brasil entrou em campo com Martinelli no lugar do lesionado Paquetá. A Noruega surpreendeu ao iniciar a partida com mais atitude, buscando o jogo de forma contrária ao que era esperado. Logo aos 4 minutos, os nórdicos chegaram a abrir o placar, mas o árbitro marcou impedimento.
Aos 11 minutos, a Seleção Brasileira conseguiu uma boa jogada pela direita. Após roubo de bola de Rayan e cruzamento na área, Matheus Cunha dominou, mas, antes de finalizar, foi atingido pelo defensor norueguês Ajer. O árbitro precisou da ajuda do VAR e assinalou o pênalti para o Brasil. A cobrança, no entanto, foi desperdiçada por Bruno Guimarães, que bateu para a defesa do goleiro Nyland.
Depois das duas jogadas capitais, uma para cada lado, o jogo entrou em um momento de calmaria. O Brasil levava perigo em roubadas de bola e arrancadas, especialmente com Matheus Cunha e Martinelli. A partida se tornou uma "trocação" de transições rápidas de lado a lado, com as duas equipes apresentando dificuldades para acertar o passe final.
Aos 39, uma boa inversão feita por Marquinhos encontrou Vini Junior livre. Ele tentou a jogada individual, perdeu a bola, mas recuperou logo em seguida, tabelou com Martinelli e finalizou para boa intervenção de Nyland.
O primeiro tempo foi de muita luta e passes trocados, mas com poucas chances claras. O Brasil apostou na velocidade de seus atacantes. Martinelli entrou muito bem, conseguindo ajudar no ataque e na composição defensiva, e a maior parte dos lances passou por seus pés. Por outro lado, Rayan não conseguiu desempenhar tão bem e Vini Junior, muito bem marcado, apareceu pouco.
Para o segundo tempo, o Brasil não mexeu. Já a Noruega apostou na juventude de Schjelderup e Bobb, ambos de 22 anos. A equipe canarinha voltou com sua habitual disciplina tática, mas mantendo o ritmo de jogo baixo. A Noruega, com mais posse de bola, tentava, mas não conseguia infiltrar entre as duas linhas defensivas brasileiras.
A primeira chance do Brasil veio em um belo lançamento de Vini Junior para Endrick, que havia entrado no lugar de Matheus Cunha. Sozinho, o jovem atacante dominou mal e chutou para fora. Em uma saída rápida logo na sequência, uma nova finalização ruim de Endrick gerou escanteio para a Seleção.
O Brasil se empolgou com as chegadas e cresceu no jogo, criando boas chances com Rayan e Bruno Guimarães. No entanto, foi a Noruega quem abriu o placar: após um cruzamento da esquerda feito por Schjelderup, Haaland se antecipou a Gabriel Magalhães e cabeceou para o fundo das redes.
Aos 40 minutos, um recuo estranho da defesa norueguesa obrigou o goleiro Nyland a fazer uma defesa no susto e empurrar a bola contra a própria trave. O Brasil se lançou desesperadamente ao ataque, mas, em um contra-ataque letal, Haaland acertou um belo chute de fora da área e deu números finais ao confronto.
Mesmo atrás no placar, o Brasil não aumentou o ritmo e aceitou passivamente a eliminação. Nos minutos finais, Neymar fez falta feia e levou cartão amarelo, gerando uma pequena confusão entre os jogadores. No último minuto, o árbitro marcou um novo pênalti para o Brasil após uma cotovelada do zagueiro Ajer. Neymar foi para a bola e converteu, mas, apesar da réstia de esperança, não havia mais tempo. Noruega classificada, aguardando agora o vencedor de México e Inglaterra.