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Suprema Corte

Justiça dos EUA mantém cidadania por nascimento

30 de Junho de 2026 às 21:49
Suprema Corte contrariou decisão de Donald Trump
Suprema Corte contrariou decisão de Donald Trump (Crédito: SAUL LOEB / AFP (25/6/2026))

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou a tentativa do presidente Donald Trump de restringir a cidadania por nascimento por meio de um decreto voltado aos filhos de imigrantes em situação irregular.

Por 6 votos a 3, três juízes conservadores e três progressistas do tribunal se uniram para derrubar o texto assinado por Trump em 20 de janeiro de 2025, ao voltar à Casa Branca.

A justificativa era que essas crianças não estavam "sujeitas à jurisdição" dos Estados Unidos.

Na decisão, os juízes concluíram que crianças nascidas nos Estados Unidos, filhas de pais "presentes ilegalmente ou temporariamente" no país são "cidadãs por nascimento em virtude da Décima Quarta Emenda" da Constituição.

Os juízes lembraram que essa emenda, adotada em 1868, após a Guerra de Secessão, serviu para garantir os direitos dos escravizados libertados e de seus descendentes.

Portanto, "as crianças nascidas nos Estados Unidos de pais que se encontram no país ilegalmente ou de forma temporária estão 'sujeitas à jurisdição' dos Estados Unidos e são cidadãs desde o nascimento", indicaram os juízes.

O "direito de solo" é aplicada em muitos países ocidentais: um bebê adquire automaticamente a nacionalidade do país onde nasceu, embora alguns países adotem restrições.

Trump condenou imediatamente a decisão e pediu ao Congresso, controlado pelos republicanos, que o ajude a aprovar um de seus principais planos contra a imigração. (AFP)