Copa do Mundo
Martinelli decide nos acréscimos, Brasil vira sobre o Japão e avança às oitavas
Atacante revelado pelo Ituano marca nos minutos finais, garante a vitória por 2 a 1 e coloca a seleção na próxima fase da competição
O atacante revelado pelo Ituano decidiu para o Brasil nos acréscimos. Gabriel Martinelli aproveitou uma bela jogada coletiva da seleção e marcou o gol da virada sobre o Japão, garantindo a vitória por 2 a 1 e a classificação brasileira para a próxima fase da Copa do Mundo. Agora, a equipe comandada por Carlo Ancelotti enfrenta o vencedor do duelo entre Noruega e Costa do Marfim, no domingo (4), às 17h.
O jogo
O Brasil entrou em campo para enfrentar o Japão pela inédita fase de 16 avos de final da Copa do Mundo. Carlo Ancelotti repetiu, pela primeira vez desde que assumiu a seleção, a mesma escalação. A opção por Rayan aberto pela ponta tinha como objetivo explorar os espaços contra a linha defensiva de cinco jogadores montada pelos japoneses.
Nos primeiros minutos, o Brasil assumiu o controle da posse de bola. Os meio-campistas buscavam movimentar a defesa adversária para abrir espaços às infiltrações de Lucas Paquetá e Matheus Cunha. Bem postado, o Japão fechava os corredores e apostava nos contra-ataques. A primeira boa oportunidade brasileira surgiu após uma cobrança curta de escanteio, quando Bruno Guimarães finalizou com perigo e obrigou Suzuki a trabalhar. Depois do susto, os japoneses equilibraram a partida e passaram a explorar as laterais com jogadas em superioridade numérica.
O Japão abriu o placar após um erro de passe de Danilo, que tentou inverter a jogada pelo meio-campo. Na recuperação da bola, Sano avançou sem ser pressionado e acertou um belo chute de fora da área para colocar os asiáticos em vantagem. Após o gol, o Brasil tentou aumentar a pressão, mas abusou dos cruzamentos. Rayan e Matheus Cunha travavam uma batalha contra uma defesa japonesa compacta e bem posicionada.
A seleção perdeu organização depois de sofrer o gol. Os erros de passe aumentaram, o meio-campo encontrou dificuldades para articular as jogadas e, apesar da maior posse de bola, o time pouco produziu ofensivamente. O Japão, por sua vez, aproveitava os espaços e levava perigo sempre que acelerava seus contra-ataques.
O primeiro tempo terminou com um Brasil pouco criativo e desorganizado. A equipe manteve a posse de bola, mas encontrou enorme dificuldade para criar oportunidades. As principais tentativas se resumiram a jogadas individuais e cruzamentos facilmente neutralizados pela defesa japonesa. Do outro lado, os Samurais Azuis mostraram eficiência tanto na marcação quanto na única oportunidade clara que tiveram para balançar as redes.
Segundo tempo
As equipes voltaram para a etapa final com apenas uma alteração: Endrick substituiu o lesionado Lucas Paquetá. O Brasil retornou ainda mais ofensivo. O Japão recuou suas linhas e passou a atuar em um sistema defensivo de 5-3-2.
Logo aos oito minutos, Rayan cruzou para Douglas Santos, que escorou para Casemiro finalizar de peixinho. A bola bateu no defensor em cima da linha e saiu. Pouco depois, a estratégia voltou a funcionar. Em mais um cruzamento, desta vez de Gabriel Magalhães pela esquerda, Casemiro apareceu novamente para completar para o fundo das redes e deixar tudo igual.
Aos 12 minutos, Vinicius Júnior protagonizou uma grande jogada individual. O atacante deixou Tomiyasu para trás, invadiu a área e finalizou. Suzuki desviou a bola, que ainda tocou na trave antes de sair. Com a entrada de Endrick, a marcação japonesa precisou dividir a atenção, dando mais liberdade para o camisa 7 atuar.
Após o empate, o Japão voltou a reforçar a marcação sobre Vinicius Júnior e conseguiu reduzir o volume ofensivo brasileiro, embora pouco produzisse no ataque. Ancelotti promoveu a entrada de Gabriel Martinelli no lugar de Matheus Cunha para aumentar a velocidade pelos lados, mas o atacante encontrou dificuldades diante da forte marcação japonesa nos primeiros minutos em campo. O Brasil manteve a troca de passes em busca de espaços na defesa adversária.
Na reta final da partida, as duas equipes passaram a apostar nas bolas paradas. O Brasil insistia nos cruzamentos da intermediária ofensiva, enquanto o Japão tentava responder em jogadas rápidas pelas pontas, quase sempre neutralizadas por Gabriel Magalhães.
Quando a partida caminhava para a prorrogação, já nos acréscimos, Rayan roubou a bola da defesa japonesa e encontrou Bruno Guimarães dentro da área. O volante limpou a marcação e rolou para Gabriel Martinelli, que finalizou com precisão para decretar a vitória brasileira por 2 a 1 e garantir a classificação da Seleção pentacampeã do mundo.