Copa do Mundo
Placar frustra torcida que assistiu jogo em telão
A apreensão tomou conta dos torcedores que se reuniram no Parque Carlos Alberto de Souza, no Campolim, para assistir Brasil e Marrocos. O início foi de empolgação, com a maioria deles vestidos de verde e amarelo. O clima, porém, mudou com o primeiro gol da partida, do Marrocos, e um desempenho apático dos jogadores brasileiros. A empolgação deu lugar à impaciência diante dos erros de passe e da dificuldade da equipe em criar jogadas ofensivas.
A cada posse de bola desperdiçada, as reclamações aumentavam. Enquanto o Marrocos mostrava organização e levava perigo nos contra-ataques, o Brasil encontrava dificuldades para encaixar seu jogo. O nervosismo da torcida era perceptível. O público reagiu com gestos de desaprovação às falhas da equipe, que não conseguia transformar a superioridade na posse de bola em oportunidades claras de gol.
O cenário mudou quando a bola chegou aos pés de Vini Jr. Principal referência ofensiva da seleção, o atacante levantava a torcida a cada arrancada, drible ou tentativa de jogada individual. E foi justamente dele o gol que incendiou a torcida. No momento do empate, houve uma explosão de alegria, com gritos, abraços e bandeiras agitadas.
A igualdade renovou a esperança de uma virada nos minutos finais. Com o relógio avançando, os pedidos pela entrada de Endrick se tornaram frequentes entre os torcedores. A comissão técnica, no entanto, optou por não utilizar o atacante. O Brasil encontrou dificuldades para criar oportunidades e viu a partida terminar com um gosto amargo para quem esperava uma estreia vitoriosa.
Muitos torcedores deixaram o local lamentando o desempenho abaixo do esperado na estreia e cobrando uma atuação mais convincente nos próximos compromissos da fase de grupos.