Copa 2026
Brasil precisa superar seleções de diferentes estilos de jogo no Grupo C
O Grupo C da Copa do Mundo de 2026 une países de quatro das principais escolas de futebol do planeta. O Brasil, com sua tradição no futebol tático e com jogadores de talento. Os Leões Marroquinos, com a escola africana de imposição física e correria. O “Exército de Tartã” escocês, com sua tradição e firmeza tática. E os granadeiros haitianos, que trazem a escola caribenha de resiliência, velocidade e o orgulho de quem joga pelo povo para desafiar os gigantes.
Brasil
A seleção pentacampeã do mundo chega à Copa para buscar sua sexta estrela. O esquadrão, apesar de um pouco desacreditado, chega baseado em jogadores de destaque nas principais ligas europeias. A dupla de zaga com Marquinhos e Gabriel Magalhães traz dois dos principais zagueiros do mundo.
Casemiro é um dos maiores jogadores em atividade atualmente e ainda há o talento de Raphinha, Vini Junior e Igor Thiago, além da presença polêmica de Neymar.
Fora dos gramados, uma triste coincidência: essa é a primeira Copa do Mundo que o Brasil disputa sem a torcida de Pelé e Zagallo. O primeiro faleceu em 2022, meses depois da Copa do Catar, e Zagallo em 2024.
Marrocos
Os Leões do Atlas, como são conhecidos, chegam embalados depois do quarto lugar na Copa de 2022 — a melhor posição de um país africano na história —, e os sonhos são maiores: uma das sedes da Copa de 2030. O país quer ser campeão em casa e espera ganhar ainda mais experiência neste ano.
A espinha dorsal histórica continua intocável. O goleiro Bono, o lateral Achraf Hakimi (PSG) e o meia Sofyan Amrabat (Bétis) lideram o elenco. Esta será a sétima Copa dos marroquinos. Apenas o meio-campista Mohamed Rabie Hrimat, do As Far, atua no futebol local.
Escócia
Os escoceses chegam para sua nona Copa com um histórico ingrato: nunca passaram da fase de grupos. O objetivo principal do técnico Steve Clarke é quebrar esse tabu histórico em solo americano. Toda a dinâmica do time passa pelos pés de John McGinn (Aston Villa) e Scott McTominay (Napoli). A forte consistência defensiva é uma das apostas da equipe.
A maioria dos jogadores atua na ilha da Grã-Bretanha, alguns na própria Escócia, outros na Inglaterra.
Haiti
O Haiti está quebrando um jejum de 52 anos sem jogar uma Copa do Mundo — a única participação deles havia sido na Alemanha, em 1974. Naquela ocasião, eles marcaram apenas dois gols, mas um deles foi histórico: Emmanuel Sanon balançou as redes do lendário goleiro italiano Dino Zoff, quebrando uma invencibilidade de mais de 1.140 minutos do arqueiro.
Devido às questões políticas e sociais, não há uma liga nacional regular ativa e todos os jogadores atuam nos Estados Unidos ou em ligas europeias.
Chaveamento
O primeiro lugar do Grupo C enfrentará o segundo do Grupo F, chave onde estão Holanda, Japão, Suécia e Tunísia. Já o segundo lugar enfrentará o primeiro do F. Há ainda a possibilidade de classificação do terceiro colocado, que dependerá de outros resultados para saber seu cruzamento.