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Mundial 2026

Grupo B une países com menos tradição na Copa

22 de Maio de 2026 às 21:30
Vernihu Oswaldo [email protected]
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. (Crédito: .)

O Grupo B traz mais um dos donos da casa na Copa 2026: o Canadá. O país conhecido pelas folhas de bordo e com pouca tradição no futebol irá estrear em Toronto contra a Bósnia e Herzegovina, seleção europeia que retorna ao mundial após 12 anos. O grupo conta ainda com o Catar, em sua segunda Copa, e a Suíça, a força mais tradicional da chave, indo para a sua 13ª participação.

Canadá

Os “canucks” chegam para sua terceira Copa (a segunda consecutiva). A melhor posição histórica foi um 24º lugar em 1986, quando apenas 24 equipes disputavam. Em 2022, o lateral Alphonso Davies marcou o primeiro gol do país no torneio.

E é justamente nos ombros de Davies a missão de liderar a equipe para avançar de fase pela primeira vez. Sede, o país não jogou eliminatórias. A lista final de jogadores sai em 29 de maio e a espinha dorsal deve ser totalmente formada por atletas que atuam na Europa.

O comando técnico também chama a atenção, já que a equipe é dirigida pelo estadunidense Jesse Marsch, que implementou um estilo de muita pressão na saída de bola adversária.

Bósnia e Herzegovina

Os bósnios voltam ao principal palco do futebol 12 anos após sua primeira e única participação (2014, quando terminaram em 20º lugar).

A Bósnia foi mais uma seleção a sofrer na repescagem europeia para chegar à Copa. A surpreendente campanha incluiu eliminações históricas nos pênaltis: despacharam a forte seleção do País de Gales e a tetracampeã Itália. A geração chega renovada, liderada por Ermedin Demirovic, apostando forte no jogo físico e na bola parada.

O feito histórico de eliminar os italianos elevou o moral da nação balcânica, transformando a seleção em uma perigosa “franco-atiradora”, com boas vitórias nos pênaltis.

Catar

Outra seleção em sua segunda Copa é o Catar, que participou apenas em 2022, quando foi sede e perdeu todos os jogos. A equipe, porém, evoluiu: é a atual bicampeã da Copa da Ásia e teve uma eliminatória muito tranquila.

Liderada pelo atacante Akram Afif, a lista final sai em 28 de maio. A expectativa é de um elenco formado 100% por atletas da liga local, sendo uma das poucas seleções do Mundial sem legionários no exterior. O técnico é o espanhol Tintín Márquez.

Suíça

A seleção suíça é, assim como seus relógios, pontual e previsível. Nas últimas três Copas, caíram nas oitavas de final. A melhor posição da história foi o 5º lugar em 1954, quando sediaram o torneio.

O veterano Granit Xhaka (Bayer Leverkusen) segue como maestro e capitão indiscutível. Nas eliminatórias, dominaram o grupo e classificaram-se sem sustos. A equipe mantém a tradicional escola europeia: marcação intensa, imposição física,

O primeiro colocado do Grupo B deverá enfrentar no primeiro mata-mata um terceiro colocado vindo de um dos grupos E-F-G-I-J. Já o segundo enfrentará o segundo do Grupo A, chave apresentada ontem no Cruzeiro do Sul. Um possível terceiro colocado classificado deste grupo (apenas os oito melhores terceiros avançam) precisa esperar para conhecer seu confronto.