Aposentou
Ana Beatriz Correa encerra ciclo no vôlei
Atleta defendeu clubes nacionais, internacionais e até a seleção brasileira
A sorocabana Ana Beatriz Correa anunciou, recentemente, a aposentadoria do vôlei, em publicação nas redes sociais, encerrando a trajetória como atleta profissional após anos de atuação por clubes nacionais, internacionais e pela seleção brasileira.
Na mensagem, a central de 34 anos afirmou que a decisão representa o fim de um ciclo dentro de quadra, mas não o rompimento com o esporte. “Hoje eu me aposento do vôlei. E ainda é estranho escrever isso”, escreveu. Ao longo do texto, relembrou o impacto da modalidade em sua vida: “O vôlei me deu tudo. Me deu identidade, disciplina, propósito, amizades, memórias, dores, vitórias, derrotas, amadurecimento. Me deu o mundo”.
Bia também utilizou referências musicais para traduzir o momento. Ao citar Roberto Carlos, destacou: “Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”. Em seguida, mencionou Jota Quest: “Se isso não é amor, o que mais pode ser?”. Em outro trecho, reforçou a intensidade da trajetória: “Fui muito feliz. Feliz nas quadras, nos treinos, nas viagens, nas conquistas, nos desafios, nos dias bons e também nos dias difíceis”.
A jogadora também abordou a dificuldade do encerramento da carreira e a incerteza sobre o futuro fora das quadras. “Quando acaba algo que a gente ama tanto, fica aquela pergunta silenciosa dentro do peito: ‘Agora o que vamos fazer?”. Apesar disso, indicou continuidade no vínculo com o esporte. “Hoje eu encerro um ciclo dentro de quadra, mas não encerro a minha história com o vôlei. Hoje não é um adeus. É uma transformação.”
A publicação gerou repercussão entre atletas e entidades ligadas ao vôlei. Jogadoras que atuaram com a central na seleção brasileira comentaram a despedida. A Confederação Brasileira de Voleibol também se manifestou e destacou a participação da atleta em campanhas relevantes com a equipe nacional.
Pela seleção brasileira, Bia integrou o grupo que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Ao longo do ciclo, participou de competições internacionais e esteve em campanhas que resultaram em títulos e pódios. Entre eles, o ouro no Grand Prix de 2017, conquistas no Campeonato Sul-Americano e medalhas na Liga das Nações, competição em que foi incluída na seleção do torneio. Nas categorias de base, também acumulou títulos em torneios continentais e mundiais.
Em clubes, a central construiu carreira no Brasil e no exterior. Iniciou a trajetória profissional no Osasco Voleibol Clube e, posteriormente, atuou por outras equipes do cenário nacional. Fora do país, teve passagens por ligas da Itália, Turquia e Estados Unidos, participando de competições locais e internacionais ao longo da carreira.
Ao longo dos anos, Bia manteve presença constante em convocações da seleção e participou de diferentes ciclos de competições. A atuação como central a colocou como referência nos times que jogou mantendo sempre um alto nível técnico e de dedicação.
A aposentadoria marca o encerramento da atuação profissional dentro de quadra após mais de uma década no esporte. Na despedida, a sorocabana indicou que pretende seguir ligada ao vôlei, ainda que em outra função. “Talvez sem a bola na mão como antes, mas com o mesmo coração”, conclui.