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Vai disputar ou não?

Novo presidente do São Bento condiciona participação na Copa Paulista a apoio financeiro e afirma que clube passa por reorganização após rebaixamento na A2

16 de Março de 2026 às 22:13
Murilo Aguiar [email protected]
Florísio Viana assumiu cargo no dia 10: objetivo é manter em dia os pagamentos, principalmente os relacionados aos funcionários
Florísio Viana assumiu cargo no dia 10: objetivo é manter em dia os pagamentos, principalmente os relacionados aos funcionários (Crédito: FÁBIO ROGÉRIO)

O São Bento vive um período de reorganização administrativa e financeira após a mudança na presidência e o rebaixamento no Campeonato Paulista da Série A2. O novo presidente do clube, Florísio Viana, afirmou que os primeiros dias de gestão têm sido dedicados a compreender a estrutura administrativa e levantar a real situação das contas.

Florísio assumiu a presidência após o pedido de desligamento de Almir Laurindo, no dia 9. Segundo ele, a prioridade neste início de trabalho é entender o funcionamento interno do clube e mapear os compromissos financeiros. “Eu não fazia parte dessa área administrativa. Eu era o vice e ajudava os diretores em geral. Então está sendo algo novo para mim. A primeira parte que eu tive de entender foi justamente a administrativa”, justifica.

De acordo com o dirigente, o São Bento enfrenta dificuldades financeiras e acumula compromissos em aberto após a perda de patrocinadores ao longo da temporada. “Tem bastante compromissos que estão atrasados devido à falta de verba. No primeiro semestre nós perdemos vários patrocinadores e, no segundo, precisamos correr atrás de novos”, comenta.

Apesar do cenário, Florísio Viana afirma que a diretoria tenta manter em dia os pagamentos considerados prioritários, principalmente os relacionados aos funcionários do clube. “As contas vão chegando e se acumulando, mas estamos tentando fazer o possível para pagar e ajustar, principalmente a parte de funcionários, para não deixar atrasar.”

Outro tema em debate no clube é a possibilidade de transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O novo presidente afirma ver a proposta de forma positiva, desde que um eventual investidor tenha condições de ajudar a resolver a situação financeira. “Eu vejo com bons olhos uma SAF, mas tem de vir um grupo que tenha condições de sanar a dívida e fazer novos investimentos no clube.”

Florísio também confirmou que ainda existem pendências relacionadas à parceria com o grupo ligado ao empresário Rodrigo Pastana, que participou da cogestão do futebol durante a disputa do Campeonato Paulista Série A2. “Existe uma pendência desse aporte de 500 mil que ainda não foi sanada”, explica.

Em relação ao futebol, o dirigente afirma que ainda não há definição sobre a participação do clube na Copa Paulista de Futebol, competição disputada no segundo semestre. “A pretensão é participar e ter calendário no segundo semestre, mas eu preciso avaliar valores, despesas e aportes para poder dizer que vamos disputar”, ressalta.

O novo presidente do São Bento explica que a decisão dependerá da capacidade financeira do clube para arcar com os custos da competição. “Se não tiver condições, valores ou ajuda, fica difícil disputar. Não adianta participar só para gerar mais despesas.”

Ele também relatou o impacto dos primeiros dias no cargo e a quantidade de compromissos financeiros que precisam ser administrados. “Fiquei muito surpreso. É muita coisa para pagar. Você quer pagar e não tem o dinheiro”, diz.

Apesar das dificuldades, o dirigente afirma que o clube tenta manter os compromissos dentro dos prazos. “Pagamos a folha dos jogadores praticamente dentro do prazo. Agora falta a rescisão e a imagem, que também estão dentro do prazo”, explica.

Em 2026, o São Bento terminou a campanha do estadual na última colocação e foi rebaixado para o Campeonato Paulista Série A3, após um desempenho abaixo dos demais concorrentes.