Alvo
Defesas tentam anular delação de Mauro Cid
No segundo dia do julgamento da tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF), ontem (3), os advogados de defesa miraram no relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, no delator Mauro Cid e insistiram na alegação de inocência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos demais réus.
As críticas dos cinco advogados que realizaram sustentações orais diante dos ministros recaíram, sobretudo, sobre a carga de provas disponibilizadas às defesas em cima da hora, o suposto cerceamento de direito de defesa, a proibição de gravar a acareação entre o colaborador Mauro Cid e Braga Netto e a conduta do ministro relator, Alexandre de Moraes. Para as defesas, o delator não é confiável porque mentiu e omitiu informações durante as investigações.
Os advogados de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno e Celso Vilardi, se dedicaram a convencer os ministros de que violência ou grave ameaça são dois elementos necessários para caracterização do crime de golpe de Estado e abolição do Estado democrático de direito. Com isso, a defesa do ex-presidente tentou a nulidade desses tipos penais, mas, caso não ocorra, pleiteiaram ao menos a redução da pena que pode superar 43 anos de prisão. (Estadão Conteúdo)