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Fórmula 1

Nova temporada começa com mudanças

19 de Março de 2022 às 00:01
Cruzeiro do Sul [email protected]
A Mercedes ainda é uma incógnita para o campeonato.
A Mercedes ainda é uma incógnita para o campeonato. (Crédito: GIUSEPPE CACACE / AFP)

 

A temporada 2022 da Fórmula 1 começou oficialmente ontem, com os primeiros treinos livres do GP do Bahrein. Mas nada indica que o campeonato deste ano será uma sequência natural da última e tumultuada corrida de 2021, quando o holandês Max Verstappen ultrapassou o inglês Lewis Hamilton na última volta em Abu Dabi e se sagrou campeão em meio às polêmicas decisões do então diretor de provas Michael Masi.

Os fãs de automobilismo poderão ter pela frente uma competição bem distinta daquela, com novos protagonistas e equipes resgatando o prestígio chamuscado nos últimos anos. Esse é o caso da Ferrari, que se destacou na pré-temporada. A Red Bull também foi bem e está à espera do que a Mercedes poderá mostrar neste ano, após certo jogo de “esconde-esconde” nas baterias de testes de Barcelona e do Bahrein.

O grande diferencial deste ano é a profunda reformulação dos carros da categoria. Na busca por melhor rendimento dos monopostos sem a famigerada turbulência, que impede maior número de ultrapassagens durante as provas, a F1 buscou soluções na década de 80, no conceito de “carros-asa” e “efeito-solo”.

Na prática, os modelos foram recriados do zero, a partir do chassi, que passou a ter papel determinante na aerodinâmica dos veículos. Houve mudanças ainda nos aerofólios, dianteiro e traseiro, nos pneus, nas laterais, tudo para deixar o carro mais eficiente e com maior capacidade para fazer ultrapassagens. De quebra, os modelos se tornaram mais agressivos e bonitos visualmente.

Apesar das novidades do ano e da expectativa por novos protagonistas no campeonato, a rivalidade entre Hamilton e Verstappen deve ser mantida, talvez até ampliada, na temporada 2022. Hamilton chegou a dizer que a Mercedes não tinha carro para vitórias neste ano, ao menos temporariamente. Mas também afirmou que se vê “mais perigoso” e ainda “no topo”, depois da experiência traumática na corrida final de 2021. Na ocasião, vencia a prova com certa folga, muito perto do oitavo título mundial (então novo recorde da F1), quando uma batida mudou a história da prova e do campeonato.

A partir deste ano, os finais de semana da Fórmula 1 serão mais enxutos, de forma a aumentar a economia na categoria. Até 2021, a etapa começava na quinta-feira, quando os pilotos faziam a tradicional caminhada na pista e passavam a maior parte do dia atendendo a imprensa.

A tradicional entrevista coletiva de quinta e as eventuais individuais agora serão realizadas às sextas-feiras, antes do primeiro treino livre do dia. Na prática, isso significa um dia a menos de trabalho para o estafe interno de todas as equipes. (Estadão Conteúdo)