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Esportes

Mulher é presa no Japão ao tentar apagar tocha olímpica com uma pistola d'água

Segundo imagens divulgadas, Kayoko Takahashi estaria gritando palavras contra a realização do evento

07 de Julho de 2021 às 12:57
Estadão Conteúdo
Pandemia prejudica esportes. Pela primeira vez na história os Jogos Olímpicos foram adiados.
Segundo pesquisas locais, mais da metade da população japonesa é contra a realização dos Jogos (Crédito: Philip Fong / AFP)

Uma mulher de 53 anos foi presa por tentar apagar a tocha olímpica durante a passagem do símbolo dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 nas ruas da cidade de Mito, na província de Ibaraki, a cerca de 100 quilômetros de Tóquio. Kayoko Takahashi usou uma pistola d'água para borrifar um líquido em um atleta que passava com a tocha nas mãos. O incidente foi registrado no último domingo e a chama permaneceu intacta.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram Kayoko Takahashi esguichando o líquido em direção à tocha e gritando "apague o fogo da tocha! Sou contra as Olimpíadas de Tóquio!". O vídeo foi feito por Hotori Amano, de 17 anos. A mulher foi imediatamente detida por um segurança que corria ao lado da tocha. Segundo a imprensa japonesa, Takahashi admitiu as acusações.

Os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 foram adiados para 2021 por conta da pandemia da covid-19. Eles estão programados para serem realizados entre o próximo dia 23 e 8 de agosto. A organização do evento enfrenta a desconfiança da opinião pública. Pesquisas mostram que muitos japoneses se opõem à realização da Olimpíada desde o não passado.

Na última sexta-feira, o Comitê Organizador de Tóquio-2020 anunciou a extensão da cerimônia de abertura, no próximo dia 23, no estádio Nacional de Tóquio, em 30 minutos na tentativa de aumentar a segurança dos atletas ao garantir o distanciamento social entre eles.

Já nesta quarta, o governo metropolitano de Tóquio e o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos anunciaram o cancelamento do revezamento da tocha olímpica nas ruas da cidade, que deveria acontecer ao longo de 15 dias. O objetivo é evitar aglomerações, em meio ao aumento dos contágios pelo novo coronavírus na capital japonesa.