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Copa América

Torneio no Brasil ‘salvará’ Conmebol

03 de Junho de 2021 às 00:01
Da Redação com Estadão Conteúdo
Presidente da Confederação Sul-Americana, Alejandro Domínguez.
Presidente da Confederação Sul-Americana, Alejandro Domínguez. (Crédito: Divulgação / Conmebol)

Embora o cancelamento da Copa América tenha sido discutido na última reunião da Conmebol, na segunda-feira (31), após a desistência da Argentina, o tema foi logo descartado pelos dirigentes das federações nacionais. O motivo é, sobretudo, financeiro. O orçamento da entidade prevê US$ 122 milhões (R$ 637 milhões) em gastos com a competição. A previsão das receitas é menor em relação às edições anteriores, principalmente pela falta de público.

Para evitar um prejuízo maior, a Conmebol procurou o Brasil e o presidente Jair Bolsonaro confirmou o País como anfitrião, anunciando as quatro sedes: Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso.

A última edição, em 2019, também no Brasil, gerou US$ 118,2 milhões de faturamento (R$ 629 milhões), com ações de publicidade, licenciamentos, patrocínios e bilheterias, principal fonte de receita. Naquele ano, os gastos ficaram em US$ 108 milhões (R$ 609 milhões). O torneio, portanto, foi rentável.

Neste ano, o cenário é bem diferente. Não haverá público nos estádios por conta das restrições impostas pelas autoridades sanitárias para evitar as aglomerações e a aceleração da contaminação pelo novo coronavírus. Com isso, as receitas da Copa América serão menores que o previsto. A projeção do início do ano era de R$ 641,5 milhões. Os custos já estão definidos em cerca de R$ 637 milhões. A conta, portanto, não vai fechar.

Mas o cancelamento do torneio (mesmo sem torcida) significaria um rombo ainda maior nas contas da Conmebol. As cotas de patrocínio costumam ajudar a custear ações que acontecem antes de um evento, como ativações de publicidade, estrutura de venda de ingressos, transporte e hospedagem. Se houver cancelamento, os patrocinadores pedirão o ressarcimento dos valores. Por isso, os organizadores se esforçam para manter a realização dos eventos, mesmo que sejam adiados, como os Jogos Olímpicos de Tóquio, por exemplo.

Inclusive quem pagou pelos direitos de TV pode pedir ressarcimento se o torneio não acontecer. Nesta edição do torneio, o SBT é o dono da transmissão na TV aberta. A emissora paulista ofereceu US$ 6 milhões (R$ 30 milhões). Na TV fechada, a Dentsu, agência responsável por negociar os direitos da Conmebol, assinou contrato com a Disney (canais Fox e ESPN).

Para 2021, a meta orçamentária da Conmebol é ambiciosa: arrecadar US$ 487 milhões (mais de R$ 2,5 bilhões), contando com o retorno gradual dos torcedores aos estádios a partir da Copa América. (Da Redação, com Estadão Conteúdo)