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Superliga: torcedores do Manchester United invadem treino em protesto

Entre os pedidos, estava a saída da família Glazer, dona do clube desde 2003

23 de Abril de 2021 às 12:43
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Cartaz de protesto em frente ao Old Trafford, do Manchester United, que diz 'nós o adoramos e vocês venderam nossas almas', em relação à criação da Superliga Europeia.
Cartaz de protesto em frente ao Old Trafford, do Manchester United, que diz 'nós o adoramos e vocês venderam nossas almas', em relação à criação da Superliga Europeia. (Crédito: Oli SCARFF / AFP)

Apesar de ter entrado em extinção dias depois de ter sido anunciada, a Superliga Europeia ainda tem causado protestos dentro dos clubes. Na última quinta-feira (22), cerca de 20 torcedores do Manchester United invadiram o Centro de Treinamento do clube e mostraram sua indignação em relação à competição.


Entre as faixas que carregavam, estavam "Fora, Glazers", em referência à família Glazer, dona do United desde 2003, e "Nós decidimos quando você joga", segundo o jornal britânico The Sun. Eles só teriam se dispersado após conversar com o técnico Ole Gunnar Solskjaer. Na última quarta (21), Joel Glazer, um dos vice-presidentes da Superliga, pedir desculpas.


Além desses atos, também já houve protestos de torcedores de Arsenal, Liverpool e Tottenham, na Inglaterra. No momento, apenas Real Madrid e Barcelona não falaram abertamente sobre sua desistência do projeto.


A Superliga foi anunciada na noite do último domingo (18) e, em tese, reuniria os 12 clubes fundadores mais outros times, convidados. Os fundadores foram Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid, Juventus, Milan, Inter de Milão, Arsenal, Manchester City, Manchester United, Chelsea, Liverpool e Tottenham, e a competição fariam frente à Liga dos Campeões, da Uefa.


Uma chuva de críticas partiu por todos os lados, entre torcedores, imprensa, outros clubes (como Paris Saint-Germain e Bayern de Munique) e jogadores. Com isso, começou uma debandada dos "fundadores", que começaram a se desculpar pela competição, que, assim que nasceu, já estava fadada ao fracasso.


JP Morgan se desculpa


O banco norte-americano JP Morgan, que patrocinaria o torneio em um valor de cerca de R$ 26 bilhões, emitiu um comunicado nesta sexta (23) afirmando que "julgou mal" o impacto do projeto, em comunicado enviado à EFE, e que aprenderá com o ocorrido.