Esporte

Distanciamento de 2 metros em exercícios não evita contaminação pela covid-19

Segundo pesquisadores, microgotículas podem se dispersar em um raio de até 10 metros durante essas atividades
Separação de 2 metros não evita contaminação
Estudo diz que distância deveria ser de 10 m. Crédito da foto: Reprodução / Instagram

A distância de dois metros nas corridas de pedestres e caminhadas, adotada pela maioria dos países, inclusive pelo Brasil, não é suficiente para impedir contaminação pelo novo coronavírus. A conclusão é de cientistas da Universidade de Tecnologia de Edindhouven, na Holanda, e da Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica.

De acordo com publicação conjunta feita nesta segunda-feira (11) pelas instituições, microgotículas que contém o vírus podem se dispersar em um raio de até 10 metros durante essas atividades.

Médicos brasileiros acreditam que a publicação do estudo abre um debate importante sobre algo diretamente ligado à propagação do vírus. Segundo João Paulo de Santanna Pinto, especializado em Medicina do Esporte pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, o artigo traz uma questão clara, porém recheada de incertezas.

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“Não é possível colocar como regra, que basta a pessoa ficar a cinco metros de distância da outra, andando, e a 10 metros de distância da outra, correndo, que não irá se infectar, pois esses números não levaram em consideração a direção do vento, interferência da umidade do ar e da temperatura, por exemplo. O que podemos dizer, com certeza, partindo do princípio que a metodologia está correta, é que, para pessoas andando ou correndo, a orientação do distanciamento de 1,5 metro não é suficiente para evitar a contaminação”, explicou João Paulo. (Da Redação, com Estadão Conteúdo)

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