Esporte

De olho no bi da Libertadores, Palmeiras repete roteiro de seu único título

Clube aposta na manutenção de Felipão, trabalha para manter o time-base e aposta nas seguidas participações para deixar o elenco calejado
Felipão voltou ao Palmeiras para tentar mesmo feito de 1999. Crédito da foto: Martin Bernetti/ Arquivo AFP (20/9/2018)

Vinte anos depois da conquista da única Copa Libertadores de sua história, o Palmeiras repete o roteiro em busca do bicampeonato em 2019. O clube aposta na manutenção do técnico Luiz Felipe Scolari, campeão em duas edições do torneio, trabalha nos bastidores para manter o time-base e aposta nas seguidas participações para deixar o elenco calejado e chegar ao título mais uma vez.

O primeiro passo da diretoria foi recorrer ao treinador que já levantou a taça: Luiz Felipe Scolari, campeão com o próprio Palmeiras (1999) e com o Grêmio (1995). Nas cinco vezes em que chegou à semifinal da competição, passou em três ocasiões. Também atuou para segurar os principais jogadores, como Dudu e Bruno Henrique.

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Para Arce, lateral-direito do Palmeiras em 1999 e hoje treinador, Felipão mantém a força daquela época. “Ele era um treinador protetor e conhecedor do elenco, inclusive da nossa vida pessoal. Hoje ele está com mais sabedoria por ter passado por situações boas e situações ruins ao longo da carreira”, disse o paraguaio, que atuou em todos os jogos da campanha vitoriosa e marcou três gols.

Outro trunfo importante é a sequência de participações. Será a quarta vez seguida que o time alviverde disputará o torneio da Conmebol — algo que nunca havia acontecido antes, nem na era Parmalat. “Nosso time foi se formando e se consolidando ao longo do tempo. Por isso, é importante disputar sempre os grandes torneios. O time vai ficando mais experiente naquele tipo de competição”, afirmou o ex-zagueiro Roque Junior, hoje diretor de futebol da Ferroviária de Araraquara.

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O meia Alex, craque do time de 20 anos atrás, concorda. “Alguns jogadores passaram pelas disputas de 2017 e também pela de 2018. Isso faz diferença. Hoje eles estão muito mais preparados”, comentou o ex-atleta, que fez quatro gols no torneio de 1999.

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Obsessão

Objetivo maior da principal patrocinadora do clube, a Libertadores orienta os principais planos da diretoria. “Precisamos de um elenco muito competitivo, lembrando que a Libertadores vai até o fim do ano, em paralelo ao Brasileiro e à Copa do Brasil”, disse o presidente Maurício Galiotte. (Gonçalo Junior – Estadão Conteúdo)

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