Esporte

Comitê Organizador adverte que Tóquio-2020 não pode voltar a ser adiado

"Pensando em atletas e problemas organizacionais, é tecnicamente difícil adiar dois anos", explicou Yoshiro Mori
A Olimpíada e a Paralimpíada, agora marcadas para o verão (no hemisfério norte) de 2021, não têm “nenhuma” hipótese de voltarem a mudar de data. Crédito da foto: Philip FONG / AFP

 

Os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, adiados para 2021 devido à pandemia do novo coronavírus, não podem voltar a ser adiados, assim como os Jogos Paralímpicos. Quem fez esse alerta nesta quinta-feira (23) foi o presidente do Comitê Organizador, Yoshiro Mori, que explicou que a Olimpíada e a Paralimpíada, agora marcadas para o verão (no hemisfério norte) de 2021, não têm “nenhuma” hipótese de voltarem a mudar de data.

“Pensando em atletas e problemas organizacionais, é tecnicamente difícil adiar dois anos”, explicou Yoshiro Mori, em entrevista ao jornal japonês Kyodo News, revelando que esta solução esteve na mesa antes de o primeiro ministro do Japão, Shinzo Abe, preferir adiar os eventos por um ano.

Os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 serão realizados agora de 23 de julho a 8 de agosto de 2021, quase um ano depois das datas inicialmente previstas (24 de julho a 9 de agosto de 2020) devido à pandemia da covid-19.

Ainda de acordo com Yoshiro Mori, o Comitê Organizador quer passar uma mensagem que os Jogos Olímpicos são a luz no fim do túnel da crise pela qual o mundo passa. O combate ao vírus, inclusive, pode ser incorporado à cerimônia de abertura e encerramento tanto da Olimpíada quanto da Paralimpíada.

“Se os Jogos de Tóquio poderem ser realizados vai ser a prova de que conseguimos superar um dos maiores desastres que a humanidade já encarou. Nos foi dado uma missão muito desafiadora”, disse Yoshiro Mori, revelando que as cerimônias de abertura e encerramento já estão praticamente completas, faltando apenas uma revisão.

A nível global, a pandemia da covid-19 já provocou mais de 181 mil mortos e infectou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios por todo o planeta. Mais de 593 mil doentes foram considerados curados da doença. (Estadão Conteúdo)

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