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COI faz parceria para vacinar atletas

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COI faz parceria para vacinar atletas
Crédito da foto: Philip Fong / AFP (12/7/2020)

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou ontem (11) um acordo com a China para produção de vacinas para atletas e equipes que vão participar dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, neste ano, e dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Pequim, no início de 2022.

“Somos muito gratos por esta oferta (da China), que é uma demonstração do verdadeiro espírito olímpico da solidariedade”, disse o presidente do COI, Thomas Bach. Sem entrar em detalhes de custos e valores, o dirigente disse que a entidade “vai pagar por doses extras” para os atletas olímpicos e paralímpicos.

O anúncio deve acelerar o processo de vacinação no Japão, que é um dos mais atrasados entre os grandes países do mundo. As vacinas começaram a ser aplicadas nos japoneses somente em fevereiro. A Olimpíada terá início no dia 23 de julho. E os Jogos de Inverno estão marcados para começar em fevereiro de 2022.

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Bach prometeu também nesta quinta liberar doses para o público em geral dos países que vão fazer parte do programa de vacinação do COI. “O COI vai pagar por duas doses extras, que poderão ser disponibilizadas para a população de cada país, de acordo com suas necessidades”, declarou o presidente.

A distribuição será feita por meio de agências internacionais ou acordos de vacinação dos países com a China. O país asiático tem atuado fortemente junto a outros países na chamada diplomacia da vacina, por meio das empresas Sinovac e Sinopharm. De acordo com apuração da agência The Associated Press, a China já prometeu meio bilhão de doses da vacina para mais de 45 países nas últimas semanas.

Para o presidente do COI, o acordo com a China vai ajudar a realizar uma edição dos Jogos mais segura, em meio a rumores de cancelamento da Olimpíada — nas últimas semanas dirigentes do COI e do Comitê Organizador japonês vieram a público diversas vezes para garantir a realização do grande evento.

Brasil

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) admitiu “surpresa” com o anúncio do COI. Em nota enviada ao Estadão, a entidade nacional disse que ainda não foi comunicada sobre a decisão. “O Comitê Olímpico do Brasil ainda não recebeu comunicado oficial sobre esta oferta e vai buscar mais informações através do Comitê Olímpico Internacional antes de qualquer manifestação sobre o tema, que será embasada a partir de uma análise das áreas médica e científica do COB.”

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O comitê nacional reiterou que pretende seguir as orientações do governo federal sobre a vacinação no País. O plano nacional não inclui atletas na lista de prioridades. (Estadão Conteúdo)

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