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Bartomeu, ex-presidente do Barcelona, é preso em operação policial

01 de Março de 2021

Policial em frente ao escritório do Barcelona nesta segunda-feira (1). Crédito da foto: LUIS GENE / AFP)

O ex-presidente do Barcelona Josep Maria Bartomeu foi preso na manhã desta segunda-feira (1º) em uma operação policial, segundo a imprensa local. Este é um novo passo no chamado "BarçaGate", que revelou diversos escândalos institucionais no ano passado e que levou à renúncia dele do cargo.

Segundo jornais internacionais, uma equipe de agentes foi até a casa de Bartomeu e levou-o detido, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e administração injusta. Além dele, outras pessoas teriam sido presas, como o presidente executivo Óscar Grau e o responsável por serviços jurídicos Román Gómez, no escritório do clube.

A operação acontece sob sigilo e foi ordenada pela juíza que investiga o caso, revelado em fevereiro de 2020 pela rádio "Cadena SER", geralmente bem-informada sobre os assuntos institucionais do Barcelona.

O caso

De acordo com investigações da rádio, vários perfis nas redes sociais controlados por uma mesma empresa, a I3 Ventures, mandavam mensagens para prejudicar a imagem de jogadores como Lionel Messi, Gerard Piqué, o ex-jogador Xavi Hernández ou o ex-técnico Pep Guardiola. O objetivo seria melhorar a reputação de Bartomeu, já que essas personalidades eram críticas à gestão do então presidente, que renunciou ao cargo no final de outubro passado.

Além disso, o "Cadena SER" revelou que o Barça pagou um milhão de euros em várias faturas para a I3 Ventures, da qual se desvinculou após o escândalo. A diretoria reconheceu ter contratado os serviços desta empresa, mas negou categoricamente ter pedido uma campanha de difamação contra os nomes mencionados.

Este caso provocou um caos no clube, com a demissão de seis diretores e a apresentação de uma denúncia por parte de alguns sócios contra a diretoria de Bartomeu, a qual deu origem à investigação em andamento. Lionel Messi, descontente com o clube após uma era de ouro, chegou a cogitar deixar sua camisa 10.

A operação policial ocorre seis dias antes das eleições para a presidência do clube, quando os sócios escolherão entre Joan Laporta, ex-presidente entre 2003 e 2010, Victor Font e Toni Freixa. (Da Redação)