Esporte

Atletas olímpicos do Brasil farão curso contra racismo

Todos os participantes dos Jogos deverão realizar treinamento
Organização diz que vacina é fundamental para a realização da Olimpíada em 2021
Símbolo olímpico em frente a um museu dos Jogos, em Tóquio. Crédito da foto: Philip Fong / AFP (15/7/2020)

A delegação do Brasil que participará da Olimpíada de Tóquio, entre julho e agosto deste ano, deverá fazer um curso contra o racismo, conforme anunciou o Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

O órgão lançou nesta semana um treinamento online de 30 horas que todos os 650 atletas, técnicos, médicos, nutricionistas e dirigentes, se quiserem participar dos Jogos, devem realizar.

“É um curso que tem por objetivo trazer informação, conhecimento e levantar uma bandeira que vai abrir um grande debate sobre o racismo no esporte. O racismo acontece de forma estrutural (…) mas nós entendemos que o esporte não pode mais tolerar essas atitudes”, disse Rogério Sampaio, diretor-geral do COB, à AFP.

O material em questão vai explicar como ocorre o racismo no esporte, como denunciá-lo e trará também uma revisão histórica do problema no Brasil. “Sabemos que não basta, mas é importante”, complementou Sampaio.

No Brasil, o crime racial pode ser punido com pena de prisão de um a três anos ou multa. O COB pode impor multas ou sancionar temporária ou definitivamente os atletas que violarem seu código de ética, incluindo atitudes racistas. (Da Redação, com informações da AFP)

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