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Número de pessoas com Síndrome de Down matriculadas na escola cresceu, mas requer avanços

No país, apenas 74 conseguiram se formar no ensino superior, aponta Movimento Down

22 de Março de 2021 às 15:43

O desafio de levar conhecimento a todos, como manda a Constituição Brasileira, encontra barreiras na inclusão de pessoas de determinados grupos de pessoas, como as que possuem Síndrome de Down. No Brasil, dentre as mais de 270 mil pessoas com essa síndrome, conforme projeção do Movimento Down, cerca de 74 alcançaram êxito e concluíram uma graduação.

Desde 1998, houve crescimento significativo de alunos com Síndrome de Down matriculados na rede básica de ensino. De 200 mil à época, o número saltou para mais de 1,18 milhão, de acordo com último censo do Ministério da Educação (MEC).

No ensino superior, a presença de pessoas com Síndrome de Down ainda é escassa, menos de 100 conseguiram concluir uma graduação. Neste caso, as preferências dos cursos escolhidos por pessoas com Síndrome de Down, segundo o Movimento Down, são: Educação física; Pedagogia; Design, Moda e Artes; Gastronomia.

O Plano Nacional de Educação (PNE) aprovado em 2014 lista 20 metas a serem alcançadas em 10 anos. Dentre elas, a meta de inclusão na rede regular de educação é a meta número 4.

“Universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados”, diz meta 4 do Plano Nacional de Educação.

Mas este cenário passa longe de ser uma realidade para todas as pessoas que possuem a síndrome. As exceções, no entanto, servem para mostrar dois aspectos: ter a síndrome não é sinônimo de incapacidade e quem tem pode alcançar qualquer espaço.

Exemplo é a mineira Luísa Camargos. Em 2019, quando tinha 25 anos, foi atestada pelo Conselho Regional de Relações Públicas de Minas como a primeira profissional do segmento com Síndrome de Down. Dona de um entusiasmo e força de vontade notáveis, Luísa está determinada a incentivar outras pessoas com deficiências a lutar pelos seus sonhos. Para isso, ela usa o seu perfil no Instagram @lusrcamargos como espaço de motivação. Atualmente, ela trabalha como relações-públicas na Agência de Iniciativas Cidadãs.

21 de março: Dia Internacional da Síndrome de Down

A Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down estima que, no Brasil, em um a cada 700 nascimentos ocorre o caso de trissomia 21, que totaliza, aproximadamente, 270 mil casos no país.

Conforme a entidade, essa síndrome não é uma doença. Trata-se de uma condição genética gerada pela presença de uma terceira cópia do cromossomo 21 em todas as células do organismo (trissomia).

Fonte: Agência Educa Mais Brasil