Economia

Varejo prevê recorde de vendas na Black Friday

Varejo prevê recorde de vendas na Black Friday
Previsão é de alta de 6%. Crédito da foto: Fábio Rogério (17/11/2020)

O comércio varejista deve movimentar um recorde de R$ 3,74 bilhões em vendas na campanha de promoções da Black Friday deste ano, calcula a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Se confirmado, o faturamento será 6% maior que o dessa temporada de liquidações de 2019, quando somou R$ 3,67 bilhões. Descontada a inflação do período, as vendas terão crescimento real de 1,8% em relação a igual período do ano passado.

“Será a primeira data do varejo a registrar crescimento este ano, pelo menos até agora. Desde a Páscoa até o Dia das Crianças, todas as datas comemorativas registraram queda nas vendas”, lembrou o economista Fabio Bentes, responsável pelo cálculo da CNC.

O volume vendido pelo comércio eletrônico terá um salto de 61,4% na campanha de promoções da Black Friday deste ano, enquanto as lojas físicas venderão 1,1% a mais. No entanto, as vendas on-line motivadas pela data devem ficar em torno de R$ 400 milhões, enquanto os R$ 3,34 bilhões restantes serão arrecadados em lojas físicas.

“O peso da loja física ainda é muito maior que o do e-commerce. As vendas on-line cresceram muito nos últimos meses, mas a gente estima que a participação do comércio eletrônico no varejo esteja em torno de 8%”, justificou Bentes.

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O levantamento considera que a nova onda de contaminação e internações pela Covid-19 no País não se traduza em fechamento de estabelecimentos comerciais até a Black Friday. Se as medidas de restrição à disseminação do novo coronavírus forem novamente impostas nas próximas semanas, a projeção da CNC para uma elevação de 2,2% nas vendas do Natal deste ano em relação ao de 2019 pode ser ameaçada.

“As medidas restritivas que estão sendo consideradas neste momento ainda não foram implementadas, e a Black Friday já é na semana que vem. Então acho que isso não atrapalhará tanto o varejo físico neste momento, porque elas ainda seriam anunciadas. Se tiver piora na situação da pandemia, aí sim o Natal pode ser afetado por essas novas restrições”, previu Fabio Bentes.

A Black Friday já é a quinta data mais relevante para o setor, atrás do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais, aponta a CNC. (Daniela Amorim – Estadão Conteúdo)

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