Economia Exterior

UE lamenta novas tarifas dos EUA a produtos europeus

Com a nova medida, a lista de produtos com incluem peças de reposição para aeronaves, vinhos não espumantes e conhaques
Multidão comemora em Washington
UE critica novas tarifas dos EUA. Crédito da foto: Eric Baradat / AFP (7/11/2020)

A Comissão Europeia lamenta o anúncio de novas tarifas americanas a produtos europeus, uma “ação unilateral” que obstaculiza negociações para resolver uma disputa sobre subsídios a empresas aéreas – afirmou uma porta-voz da instituição em Bruxelas nesta quinta-feira (31).

Em uma nota, a porta-voz acrescentou que a UE “se comprometerá com o novo governo americano o mais rápido possível para continuar essas negociações e encontrar uma solução duradoura para esta disputa”.

Washington surpreendeu ao anunciar, no final do ano, a decisão de impor tarifas adicionais aos produtos europeus, em retaliação às medidas que a UE havia adotado no âmbito da disputa entre a Airbus e a Boeing por subsídios estatais.

Com a nova medida, Washington acrescentou à lista de produtos europeus com tarifas especiais peças de reposição para aeronaves e vinhos não espumantes e conhaques da França e Alemanha.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) havia autorizado a UE a adotar tarifas sobre os produtos norte-americanos em decorrência da interminável disputa gerada pelos dois gigantes aeronáuticos. O contencioso se arrasta há 16 anos.

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Washington considerou, porém, que o método de cálculo usado pela UE para definir suas medidas penalizava excessivamente os produtos norte-americanos e, por isso, decidiu impor as novas tarifas.

Desde 2019, os Estados Unidos impuseram tarifas punitivas de até 25% sobre as importações de produtos europeus, como vinho, queijo e azeite, ou o uísque escocês, bem como impostos de 15% sobre as aeronaves Airbus.

A reação da UE nesta quinta-feira traz uma abordagem nova, ao ignorar o governo do presidente em final de mandato, Donald Trump, e se concentrar nas negociações com a futura administração, do presidente eleito Joe Biden. (AFP)

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