Economia

Tesouro tem superávit de R$ 43 bilhões em janeiro

Tesouro tem superávit de R$ 43 bilhões em janeiro
Crédito da foto: Marcos Santos / USP Imagens

Após iniciar o ano com o freio de mão puxado nos gastos e sem a pressão dos gastos emergenciais contra Covid-19, o Tesouro Nacional registrou um superávit (receitas maiores que despesas) de R$ 43,2 bilhões nas contas do governo central em janeiro. O resultado positivo, porém, está longe de ser uma tendência para o ano, já que as despesas devem se acelerar até o rombo autorizado pela meta fiscal, que é de R$ 247,1 bilhões.

Há ainda a discussão para uma nova rodada do auxílio emergencial, que pode ter custo adicional de cerca de R$ 30 bilhões.

Na versão atual da proposta em análise no Congresso, o gasto extra com o auxílio emergencial não será contabilizado nem no teto de gastos (a regra que limita o avanço das despesas à inflação), nem na meta fiscal. Mas os recursos para financiá-los serão obtidos mediante a emissão de novos títulos da dívida, pelos quais o País paga juros. Por isso, o Tesouro aproveitou a ocasião da divulgação e fez um alerta contundente sobre a necessidade de aprovar contrapartidas de ajuste fiscal com o novo período do benefício.

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Segundo o órgão, a desidratação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) emergencial, no sentido de eliminar as medidas de contenção de gastos e aprovar apenas o auxílio, poderia adiar a retomada da atividade econômica, elevar juros e prejudicar a geração de emprego e renda para a população. (Estadão Conteúdo)

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