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Supermercados alertam sobre alta de preços devido às exportações

03 de Setembro de 2020

Supermercados alertam sobre alta de preços devido às exportações Crescimento na exportação de soja elevou valor do óleo. Crédito da foto: Erick Pinheiro / Arquivo JCS (7/12/2016)

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) informou por meio de comunicado que o setor supermercadista tem sofrido forte pressão de aumento nos preços.

“Conforme apuramos, isso se deve ao aumento das exportações destes produtos e sua matéria-prima e a diminuição das importações desses itens”, diz a associação.

“Somando-se a isso a política fiscal de incentivo às exportações, e o crescimento da demanda interna impulsionado pelo auxílio emergencial do governo federal.”

Reajuste de produtos básicos

Nesta quinta-feira (3), a Abras comunicou à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, sobre os reajustes de preços de itens como arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja.

A associação afirma que a motivação foi de buscar soluções junto a todos os participantes da cadeia de fornecedores.

Segundo a Abras, a alta de preços tem acontecido de forma generalizada e repassada pelas indústrias e fornecedores.

“A Abras, que representa as 27 associações estaduais afiliadas, vê essa conjuntura com muita preocupação, por se tratar de produtos da cesta básica da população brasileira”, diz o comunicado.

Risco de desabastecimento

A Abras alerta ainda para o risco de desabastecimento.

“Reconhecemos o importante papel que o setor agrícola e suas exportações têm desempenhado na economia brasileira. Mas alertamos para o desequilíbrio entre a oferta e a demanda no mercado interno para evitar transtornos no abastecimento da população, principalmente em momento de pandemia do novo coronavírus”, afirma a instituição.

A associação diz ainda que tem dialogado com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e representantes de todos os elos da cadeia de abastecimento.

“Apoiamos o sistema econômico baseado na livre iniciativa, e somos contra às práticas abusivas de preço, que impactam negativamente no controle de volume de compras, na inflação, e geram tensões negociais e de ordem pública”, diz a Abras. (Talita Nascimento - Estadão Conteúdo)