Economia

Produção e emprego na indústria têm alta, diz CNI

Estoques menores que o planejado indicam crescimento de vendas do setor
Produção e emprego na indústria têm alta, diz CNI
Expansão da atividade foi disseminada pelos segmentos. Crédito da foto: Ricardo Almeida / ANPR

A atividade industrial segue em alta, com crescimento das contratações no setor. Segundo pesquisa Sondagem Industrial divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em outubro, o índice de evolução da produção ficou em 58,3 pontos. O indicador é 0,8 ponto menor que verificado em setembro, mas a CNI destaca que o crescimento da produção em outubro foi intenso e disseminado pela indústria, com o índice distante da linha de 50 pontos.

O índice de evolução do número de empregados ficou em 54,9 pontos, também acima dos 50 pontos, o que retrata crescimento do emprego na indústria em outubro. Em setembro, esse indicador foi de 55,3 pontos. Os índices de evolução retratam o movimento no mês em relação ao mês anterior. O indicador varia de zero a 100 pontos e valores acima de 50 pontos indicam crescimento da produção ou do número de empregados.

Com relação à Utilização da Capacidade Instalada (UCI), ele ficou em 74% em outubro, uma alta de dois pontos porcentuais em relação ao mês anterior. “Os índices relativos à utilização da capacidade instalada, que já eram elevados em setembro, registraram novas altas em outubro e reforçam a conclusão que a indústria está operando em um nível de atividade aquecido”, destaca a pesquisa. Essa foi a sexta alta consecutiva da UCI.

Mesmo com as seguidas altas na produção, a Sondagem mostra que os estoques estão em queda e abaixo do nível planejado em outubro, o que, reflete, segundo a CNI, crescimento das vendas acima da produção. “Os estoques baixos sinalizam uma necessidade de continuar um nível de produção mais forte”, destaca o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

As expectativas dos empresários da indústria tiveram queda pelo segundo mês consecutivo, mas continuam positivas. “Possivelmente, trata-se de uma acomodação após a rápida recuperação dos efeitos da pandemia. Mesmo assim, os índices permanecem em patamares elevados, acima não só da linha divisória de 50 pontos como de suas respectivas médias históricas”, destaca a CNI. Isso quer dizer que os empresários continuam bastante otimistas em relação aos próximos seis meses.

Apesar da queda nas expectativas, a propensão a investir do empresário cresceu mais uma vez. Com alta pelo sétimo mês consecutivo, o índice de intenção de investir alcançou 59,3 pontos em novembro, crescimento de 2,1 pontos em relação a outubro. (Sandra Manfrini – Estadão Conteúdo)

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