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Economia

Preço do combustível cai pouco após paralisação

O preço dos combustíveis ainda não retomou a normalidade passados quase 50 dias do fim da paralisação dos caminhoneiros. Pelo menos é o que apontam os consumidores em Sorocaba, que esperavam uma queda mais acentuada nos preços nas bombas na comparação com os valores praticados até o início da greve, na segunda metade de maio. Na época, a escassez dos combustíveis pela falta de transporte elevou os preços.

De acordo com pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio da gasolina em Sorocaba na semana entre 8 e 14 de julho era de R$ 4,22, com mínimo de R$ 3,95 e máximo de R$ 4,49. Para o etanol, o valor médio era de R$ 2,52, com mínimo de R$ 2,29 e máximo de R$ 2,79.

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Na comparação com os últimos meses, a gasolina registrou alta, mesmo que tenha fechado junho R$ 0,06 mais cara, na média, do que o valor médio atual. Em abril, o preço do combustível derivado do petróleo estava abaixo dos R$ 4. O etanol, por sua vez, também teve uma alta em junho — provocada pelos reflexos da greve –, mas voltou à tendência de queda.

Não à toa, nos postos o combustível derivado da cana-de-açúcar segue como preferência do consumidor. “Só abasteço com álcool. De um bom tempo para cá a diferença não tem compensado, então se tornou raro escolher gasolina”, diz a administradora Juliana Valenza, que usa diariamente o carro e calcula que gasta cerca de R$ 100 por semana com combustível.

Rodrigo: valor deveria baixar - ERICK PINHEIRORodrigo: valor deveria baixar – ERICK PINHEIRO

O representante comercial Rodrigo Mascarenhas também depende do carro para trabalhar e, para ele, o valor deveria ter baixado mais após a greve, o que não aconteceu. “O carro tem rendido mais com álcool, então estou usando mais. Trabalho visitando clientes o tempo todo, então não tem jeito de economizar muito”, considera.
No tanque do carro, a dona de casa Lourdes Moraes prefere gasolina. Ela avalia que o veículo não tem o mesmo rendimento com o etanol. Ela também critica a alta no preço do combustível e acredita que é consequência da política de preços do governo, além da falta de mobilização popular. “Antes eu usava muito mais o carro, agora chego a ir no mercado a pé para economizar. O jeito é parar tudo”, diz Lourdes, fazendo alusão ao movimento dos caminhoneiros.

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Lourdes critica política de preço - ERICK PINHEIROLourdes critica política de preço – ERICK PINHEIRO


Sincopetro 

O diretor da regional de Sorocaba do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), Antonio Gabriel Rodrigues, espera que a normalização nos preços não demore a acontecer, pois se passaram quase dois meses desde o fim da greve.

Segundo ele, a paralisação teve reflexo nos custos e há questões sazonais, como a safra da cana-de-açúcar, que deve se encerrar em alguns meses, elevando preço do etanol. Rodrigues, porém, não acredita em novas altas de grande proporção em curto prazo e justifica. “As eleições estão vindo, então [o governo ou a Petrobras] deve segurar um pouco a mão.”

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