Economia

Países fecham ano com nível recorde de dívidas

Países fecham ano com nível recorde de dívidas
Há risco de crise global. Crédito da foto: Spencer Platt / AFP (22/12/2020)

A pandemia da Covid-19 fez com que os países terminassem 2020 com níveis de endividamento recorde e com muitas dúvidas sobre como esse problema poderá ser resolvido. Para a economista-chefe do Banco Mundial, Carmen Reinhart, esse quadro pode desembocar em uma crise financeira global. “O cenário em que nos encontramos não é sustentável”, disse.

Ao longo do ano, governos e bancos centrais despejaram montanhas de dinheiro em suas economias para tentar minimizar o impacto da Covid-19, e isso teve como consequência, na maior parte dos casos, o aumento das dívidas. E essa situação ocorre em um quadro em que as diferentes projeções para a atividade global de 2020 giram em torno de uma contração de 3%, o que automaticamente ajuda a elevar os índices de endividamento.

De acordo com o Debtclock, um site americano que registra o endividamento de alguns países, a dívida bruta pública em relação ao produto interno bruto (PIB) dos Estados Unidos estava em 100,79% — ultrapassando a casa dos 100%, o que não ocorria desde a 2ª Guerra Mundial. Esse aumento é resultado direto dos gigantescos pacotes da ajuda aprovados como uma tentativa de minimizar o impacto da pandemia.

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Além da maior economia do mundo, merecem destaque também a relação entre dívida bruta e PIB exibida pelo Japão (269,62%), Grécia (233,28%) e Reino Unido (108,08%). No Brasil, pela estimativa do governo federal, a dívida terminaria 2020 em 91% do PIB — no final de 2019 estava em 74,3%. (Célia Froufe – Estadão Conteúdo)

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