Economia

ONU premia a Padaria Real por gestão da inclusão

A equipe do projeto inclusão: Marcelo Pires, Givanildo Oliveira, José Eduardo de Souza e Samanta Vilalon, na ONU, em Nova York. Foto: Divulgação

O que era, inicialmente, uma resposta à lei de cotas para pessoas com deficiência, tornou-se uma política de inserção, onde a pessoa com deficiência é valorizada por suas plenas capacidades e não por suas limitações físicas ou mentais. Essa é a política implementada na Padaria Real há seis anos e devido ao trabalho exemplar que vem realizando com relação à inclusão, a padaria conquistou o Prêmio Melhores Empresas para Trabalhadores com Deficiência, reconhecimento dado pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Conforme divulgado, o prêmio foi concedido à Padaria Real por atender aos requisitos da categoria “gestão” e, nesse âmbito, foram consideradas as políticas de contratação, treinamento e inserção dos profissionais com deficiência nas diversas equipes da empresa. A equipe responsável pelo projeto de inclusão esteve segunda-feira passada na sede da ONU em Nova York para receber o prêmio.

Diferentemente da gestão que trata da lei de forma protocolar, onde o profissional com deficiência é alocado em funções que independem da integração, na Padaria Real todos trabalham juntos, tenham ou não deficiência.

Marcelo Pires, diretor da Consolidar, empresa de assessoria na gestão da inclusão, afirma que a empresa parte, não da busca pela igualdade, mas do objetivo de alcançar a equidade. Conforme ele, não tem como fazer efetivamente uma gestão justa para todos, se forem oferecidas iguais condições para todos, pois há aqueles que precisam receber uma atenção especial. “Então, procuramos conscientizar da necessidade de apoio que demandam as pessoas com deficiência, que devemos evitar o preconceito e eliminar a ideia de que as deficiências limitam. E que há oportunidades que podem muito bem serem aproveitadas se soubermos mudar o nosso olhar com relação às deficiências. Temos que olhar para a capacidade que cada um tem, tenha a característica que tiver”, afirma.

Samanta Vilalon, que trabalha no setor de administração de produção, e Givanildo Oliveira, que está à frente da loja Real Campolim, são os colaboradores responsáveis por implementar as ações necessárias junto às lideranças de cada área da Padaria Real e também perante aos clientes da empresa, para que todos possam estabelecer relacionamentos os mais harmoniosos possíveis diante dos desafios das diferenças.

Atualmente, dos 728 colaboradores, 30 são pessoas com deficiência. “A gente espera poder inspirar mais empresas a também realizar um trabalho desse”, afirmou José Eduardo de Souza, o Doia, na cerimônia de recebimento do prêmio.

Com 61 anos de fundação, a Padaria Real tem quatro lojas, dois restaurantes e uma unidade de produção central. (Da Redação)

Comentários

CLASSICRUZEIRO