Economia

Indústria paulista opera em 8% acima do nível pré-pandemia

Produção brasileira em janeiro foi 3,7% superior a fevereiro de 2020
Indústria paulista opera 8% acima do nível pré-pandemia
Segmentos de veículos e máquinas tiveram bom desempenho. Crédito da foto: Divulgação / VW Caminhões

A indústria paulista já opera 8,1% acima do patamar de fevereiro de 2020, ou seja, do momento pré-pandemia, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço de 1,1% na produção do Estado de São Paulo em janeiro ante dezembro deu a maior contribuição positiva para a expansão de 0,4% na indústria nacional do mês.

O crescimento na indústria paulista, maior parque fabril do País, foi influenciado, principalmente, pelo setor de veículos automotores, seguido pelo segmento de máquinas e equipamentos, apontou Bernardo Almeida, gerente da pesquisa do IBGE.

Além de São Paulo, outros sete de 15 locais operam em ritmo superior ao de fevereiro do ano passado: Santa Catarina (13,2%), Ceará (11,7%), Paraná (10,7%), Rio Grande do Sul (10,0%), Minas Gerais (9,9%), Pará (4,1%) e Pernambuco (3,3%). Na média da produção nacional, a indústria chegou em janeiro de 2021 a patamar 3,7% superior ao de fevereiro de 2020.

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A maior alta entre dezembro e janeiro foi observada no Pará (4,4%). Outros Estados que tiveram desempenho positivo da indústria no mês, além de São Paulo, foram Pernambuco (3,6%), Rio de Janeiro (2,9%), Rio de Grande do Sul (1,9%), Paraná (1,5%) e Santa Catarina (1%).

Por outro lado, oito locais apresentaram queda na passagem de dezembro para janeiro: Espírito Santo (-13,4%), Amazonas (-11,8%), Bahia (-3,2%), Mato Grosso (-3,2%), Região Nordeste (-2,1%), Ceará (-1,1%), Minas Gerais (-0,5%) e Goiás (-0,5%).

Além de divulgar separadamente os resultados de Pernambuco, Bahia e Ceará, o IBGE também calcula a produção industrial consolidada dos nove Estados da Região Nordeste. É a única região que tem seu desempenho avaliado pelo instituto.

CNI

Por outro lado, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) registrou forte queda em março. Segundo a pesquisa, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o indicador teve um recuo de 5,1 pontos em relação a fevereiro e é a terceira maior queda mensal da série histórica. A queda da confiança foi causada pela avaliação de piora das expectativas econômicas. (Estadão Conteúdo e Agência Brasil)

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